Depois de cinco anos atuando como professora no Ballet de Londrina, a bailarina Luciana Lupi, 39 anos, que integrou o elenco de estreia, em 1996, volta aos palcos na remontagem atual. "Agora a emoção e as dificuldades são diferentes, ainda mais depois de dois filhos, mas parece que a coreografia fica ‘tatuada’ na gente, fica na nossa essência", observa.
Grávida de 8 meses, a bailarina Viviane Terrenta, 32 anos, teve que fazer algumas adaptações coreográficas para poder se apresentar, mas fez questão de participar da homenagem. Integrante do elenco da companhia desde 2001, ela lembra da primeira vez que viu o espetáculo "...à Cidade", em 1996, com a bailarina Sonia Secco em cena. "Achava aquilo impossível de ser realizado e a Sonia foi a minha inspiração para seguir carreira profissional. Estou emocionada em poder dançar ao lado dela agora, uma pessoa que me motiva e admiro muito", acrescenta.
Referência na área de dança em Londrina, a bailarina Sonia Secco, 46 anos, atualmente responsável pela coordenação da Escola Municipal de Dança, ressalta que voltar aos palcos agora é uma forma de celebrar a vida e a trajetória de sucesso da companhia que ajudou a construir. Há quatro anos, ela quase morreu ao contrair gripe A. "A última vez que dancei foi no espetáculo ‘A morte do cisne’, do Colégio Mãe de Deus, no Teatro Ouro Verde, em dezembro de 2008. Mal sabia que no ano seguinte eu quase morreria", diz.
Recuperada, hoje ela mantém o dinamismo e bom humor de sempre e está conseguindo lidar com a fibromialgia que a acometeu em consequência da doença, que também pode afetar a parte muscular. "É um desafio dançar agora e a emoção fica à flor da pele. Tudo isso mexe com um monte de coisas, mas o foco é a superação e o belo trabalho realizado pelo Léo, que é um ‘desbravador’, um guerreiro", conclui. (A.P.N.)

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