Algumas belezas são formadas pela mais nua das simplicidades. Nada de mirabolantes complexidades revestidas de longos tecidos. Nada de carros alegóricos conceituando um universo de cores de nascidas tecnologias. Algumas belezas exigem apenas discretas e pequenas simplicidades.

''A Contadora de Filmes'', romance do escritor chileno Hernán Rivera Letelier, é um daqueles casos literários onde a simplicidade dá forma ao mundo e estabelece a beleza em discrição. Um breve romance que consegue comportar galáxias de sentidos e sensações.

Lançado pela editora Cosac Naify, ''A Contadora de Filmes'' já está nas mãos do cineasta Walter Salles para ser adaptado para o cinema. Fica evidente que qualquer cinéfilo, ao ler a história criada por Hernán Rivera Letelier, se sinta impelido a transformá-la em filme. Primeiro por tratar-se de um romance sobre a magia do cinema. Segundo porque a dimensão da história é uma espécie de síntese das transformações do mundo contemporâneo.

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