A cidade na visão dos novos curitibanos
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sexta-feira, 26 de março de 1999
Elisa Marilia Carneiro 
No dia do aniversário de Curitiba a Rede Bandeirantes enaltece a hospitalidade da cidade com um programa dedicado aos Novos Curitibanos. O Núcleo de Produção da Band exibe, na segunda-feira, às 13 horas, um programa de 40 minutos com depoimentos e imagens dos expatriados.
A pesquisa foi feita pelas jornalistas Estela Kurth e Mirian Karan auxiliadas por alguns estrangeiros que já elegeram Curitiba como sua cidade. O início do programa fala das três ondas de estrangeiros que chegaram ao Paraná. A primeira, em 1910, trouxe imigrantes poloneses, ucranianos, alemães e italianos. Descobrimos que veio também um grupo de ingleses, mas que pelas dificuldades de sobrevivência, tentaram sair do País à pé, conta Estela.
A segunda onda estourou com a 2ª Grande Guerra. Nessa época chegou gente de todos os lados da Europa, principalmente alemães e franceses. A terceira onda foi a que começou com a implantação da Cidade Industrial de Curitiba. De 1975 para cá, começaram a chegar à cidade funcionários de indústrias estrangeiras. São os expatriados. E são eles que contam suas histórias no programa da Band.
Em geral, os executivos que vêm a trabalho, são contratados por um período de até cinco anos, mas muitos acabam ficando ou pela paixão que uma brasileira desperta ou pela adaptação e integração já conquistadas.
Hoje, estima-se que vivam em Curitiba cerca de quatro mil pessoas. Esse número não é preciso, nem a Polícia Federal tem a quantidade certa de pessoas estrangeiras que vivem aqui. Muitos legalizaram sua permanência com a última anistia, diz Estela.
Entre as histórias e depoimentos interessantes está e de um casal mexicano que estava de férias no Máxico mas voltou correndo para a filha nascesse aqui. O inglês Ian Gillies, há vários anos em Curitiba, já tem um programa na Rádio Educativa. O DJ e modelo croata Sacha Buterin conta que já virou brasileiro.
Para os que ainda não viraram, a Associação Internacional de Mulheres editou um guia prático de sobrevivência. Entre as dicas mais importantes estão: nunca esqueça o guarda-chuva; na mudança traga cobertores e casacos. Em Curitiba, apesar de estar num país tropical, faz frio e chove muito (os últimos alemães que chegaram para a Audi-VW estão chamando a cidade de Chuvitiba); o guia ensina até como preencher o cartão de estacionamento Estar e como encontrar um médico de urgência.
Alguns estrangeiros garantem que conhecem Curitiba mais do que os próprios curitibanos. Eles gostam de ir ao Mercado Municipal e conhecem todos os parques.


