Que data redonda que nada!! Alcione preferiu fazer a releitura de alguns de seus sucessos aos 27 anos de carreira mesmo. Mas não sozinha. Ela convocou alguns de seus amigos para repartir o microfone em oito faixas do seu 26º disco batizado justamente de ‘‘Celebração’’ (Polygram). ‘‘Eu não queria fazer um disco óbvio chamando Martinho da Vila, João Nogueira e Beth Carvalho com quem estou acostumada a fazer algumas coisas. Fiz um disco para as pessoas se questionarem mesmo’’ - disse a diva maranhaense, em entrevista à Folha2.
‘‘Celebração’’ conta com a participação de cantores de vários estilos - de Maria Bethânia a Rita Ribeiro, de Djavan a Alexandre Pires, da Velha Guarda da Portela a Cássia Eller. Ao todo, 20 músicas que receberam uma nova e bela roupagem. Alguns clássicos como ‘‘Cajueiro Velho’’, ‘‘Gostoso Veneno’’ e ‘‘Não Deixe o Samba Morrer’’ (essa não poderia faltar; foi seu primeiro sucesso). Não faltaram também as baladas românticas, as quais Alcione, 50 anos, foi incorporando ao seu repertório.
Dona de um espaço próprio da MPB, Alcione não nega que está cada vez mais inclinada a usar seu potente vozeirão com levadas jazzísticas. ‘‘Acho que sou uma estilista musical’’ - diz a cantora com toda a propriedade. A seguir os principais trechos da entrevista.

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