À cata de documentos perdidos
A grande incógnita da Fundação são os documentos deixados por Darcy Ribeiro no seu apartamento, no sítio e na casa de praia de Maricá (no litoral norte fluminense), na casa de sua primeira mulher, Berta Ribeiro, e na casa do irmão, em Montes Claros, cidade no Norte de Minas onde ele nasceu. ‘‘Desde a década de 30, quando foi estudar em São Paulo, Darcy guardou tudo que escrevia ou recebia,’’ conta Tatiana. ‘‘Mas não ordenou estes papéis e cada secretária que teve arrumava de um jeito.’’
Tatiana ainda não conseguiu trazer tudo para a sede da Fundação nem guardar de forma apropriada, mas já tem idéia de publicar suas entrevistas (ou uma seleção delas, porque Darcy deu muitas) e artigos inéditos escritos para a imprensa diária e publicações especializadas. ‘‘Mas só vou lançar qualquer coisa depois de tudo catalogado, porque correspondências e documentos pessoais estão misturados a outros de interesse geral’’, adianta ela. ‘‘Ele tem também várias caixas de fotos, mas sem referência à data e ao local onde foram tiradas.’’
A Fundação é mantida com os direitos autorais de Darcy Ribeiro, verbas que recebe através de convênios e doações, mas até agora não teve patrocínio, embora este seja um objetivo de Tatiana Memória. ‘‘Meu sonho é aparecer alguém com jeito para mexer com isso e conseguir os patrocínios’’, conclui ela. (A.E.)

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