A cara do diabo
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Francismar Lemes<br> Reportagem Local 
O inferno pode ser os outros, mas a tentação é um processo íntimo e de sedução até a aceitação consciente. Essas e outras representações do mal estão na exposição ''Heresia, Santa Inquisição e Bruxaria'', no Centro de Decumentação e Pesquisa Histórica, da Universidade Estadual de Londrina (CDPH-UEL).
A exposição vai até 13 de novembro e reúne 30 reproduções do livro ''Brujas: Los Amantes del Diablo'', de Fernando Jimenez Del Oso, professor do Departamento de História da Universidade Estadual de Maringá.
Desde que foram doadas em 1998, as reproduções estão sendo exibidas pela primeira vez, despertando a reflexão sobre o mal no imaginário.
''Retrata não só o tema da bruxaria, mas também a imaginação popular e como, ao longo dos séculos, a imagem do mal foi sendo construída, desde as obras clássicas e consagradas até os autores anônimos'', explica o coordenador do CDPH, Rogério Ivano, acrescentando que são reproduções de obras dos séculos 14 ao 17.
Ivano aponta que a exposição é um panorama rico sobre as representações do maligno. Em algumas imagens, mais do que a retratação do inferno, é a punição dos homens que está em relevo. ''Noturno com Bruxos'', de Goya (1746-1828), pertencente ao acervo do Museu Lazaro Gandiano de Madri, ''A Cena de o Inferno'', de Pieter Huys (1519-1581) e ''Reunião de Demônios'', de Guillot, são alguns dos destaques da exposição.
''Hoje, o demônio está no outro. Ele está do lado e pode ser algo muito à parte de você. Na Idade Média, o demônio é uma entidade, como a gente conhece no imaginário do maligno de chifres e cara assombrosa. A mentalidade da sociedade atual deixa de ver o mundo com um certo encantamento'', completa Ivano.
Serviço
- Heresia, Santa Inquisição e Bruxaria
Quando - Até 13 de novembro, das 8h às 11h45; das 13h30 às 17h30 e das 18h30 às 22h
Onde - Centro de Documentação e Pesquisa Histórica/CCH/UEL


