''Nara Leão Uma Biografia''
(Sérgio Cabral)


A fascinante trajetória de Nara Leão rendeu 300 páginas nas mãos do jornalista Sérgio Cabral, um perito em biografar personagens da música popular brasileira. O livro começa relatando os traumas de infância e adolescência da musa da bossa nova, que se sentia intimidada pela exuberância da irmã Danuza, até desembocar em sua morte precoce aos 47 anos, vítima de um tumor cerebral.
A narrativa costura cronologicamente a gestação da bossa nova no apartamento de seu pai, o racha com o movimento, os namoros, o engajamento político, a ligação com os compositores do morro, a rivalidade com Elis Regina, a adesão aos tropicalistas e o doloroso período em que enfrentou a doença. Bem-sucedido nas livrarias, o volume já caminha para a terceira edição. O lançamento é da editora Lumiar. (N.S.)




''A Onda Que Se Ergueu No Mar''
(Ruy Castro)


A Bossa Nova é a obsessão incurável de Ruy Castro. Este volume é uma continuação do best-seller ''Chega de Saudade'', publicado em 1990. Aqui, ele aprofunda os perfis dos personagens anteriormente focalizados. Um dos capítulos, intitulado ''A Musa que se Desmusou'', é dedicado a Nara Leão.
As reminiscências do autor flagram a cantora em 1989, o ano de sua despedida, iniciado com as gravações do álbum ''My Foolish Heart'', um disco orientado para o mercado japonês e cujo repertório reunia clássicos da música popular norte-americana. Castro lembra que muitos compositores deviam a Nara seu começo de carreira ou de ''redescoberta'': Chico Buarque, Edu Lobo, Baden Powell, Moacir Santos, Paulinho da Viola, Nelson Cavaquinho, Zé kéti e outros não menos ilustres. O relato é comovente. Foi publicado pela Companhia das Letras. (N.S.)




''Para Ter Opinião''
(Maria Helena Kushner e Helena Rocha)


Nenhum outro movimento teatral brasileiro surgido a partir dos anos 50 foi tão subestimado quanto o Opinião. Quem diz é o diretor João das Neves no prefácio de ''Para ter Opinião'', que acaba de chegar às livrarias pela editora Relume Dumará.
De autoria de Maria Helena Kushner e Helena Rocha, o volume refaz a trajetória do teatro a partir do espetáculo montado em 1964, inspirado pelo disco ''Opinião de Nara'', que a cantora gravou ao lado de compositores do morro carioca.
É um disco-marco. A partir dele, ela deixava para trás o estima de mascote da bossa nova para se tornar a intérprete mais politizada do Brasil. Não por acaso, fotos de Nara ilustram a capa e a contracapa do livro, mesmo tendo protagonizado o célebre musical durante um mês e alguns dias, substituída por Suzana de Moraes e depois por Maria Bethânia. (N.S.)

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