A caminho de Fraiburgo
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segunda-feira, 01 de fevereiro de 1999
Vivian de Albuquerque 
Saindo de Curitiba, há pelo menos dois caminhos mais indicados para se chegar ao início da rota da maçã em Santa Catarina. Para quem deseja costear o litoral do Estado, o trajeto mais indicado é o da BR-101, até a cidade de Tubarão, antes de embarcar nas curvas da Serra do Rio do Rastro. Mas o alerta é de muita paciência. Durante todo o percurso, as obras de duplicação da BR fazem com que a viagem dure o dobro do tempo. E ainda é preciso tomar muito cuidado com os acidentes. De troco, imagens como as da praia de Barra Velha, Itapema e a Ponte de Laguna, com os pescadores de camarão.
Mas se a paixão é pelas paisagens do campo e das montanhas, não há melhor opção do que seguir pela BR-116. A estrada é cercada de pastos e rebanhos. E quanto mais vai se aproximando do destino, melhor é o espetáculo com florestas e mais florestas de Araucária.
Vale dos Dinossauros: esculturas de concreto, cobertas por trepadeiras, imitam as ferasAmbos os caminhos não oferecem maiores problemas quanto à sinalização. E na dúvida, qualquer informação é dada com presteza pelos catarinenses. O primeiro ponto a ser visitado, para quem segue pela BR-116, o caminho mais tranquilo, é com certeza a cidade de Fraiburgo, conhecida como a Capital Brasileira da Maçã. É lá que se pode ter uma rápida idéia de todo o restante da viagem. São plantações e mais plantações da fruta. E o melhor de tudo é que é possível até mesmo visitá-las, conhecendo de perto os cuidados e a colheita.
A hospedagem mais recomendada é no Hotel Renar. Além do conforto de um hotel quatro estrelas, a programação oferecida ainda inclui os parques temáticos. Um deles é o Rene Frey, distribuído por uma área verde de mais de 50 hectares, ele oferece aos visitantes a oportunidade de participar de um safári ecológico, feito num jipe que segue a mesma linha dos jipes usados na África. Apelidado de Jagunço Aventura, ele tem capacidade para dez pessoas e segue por trilhas de barro e pedra, que cortam a mata nativa. As surpresas ficam por conta das árvores centenárias, animais e criações espalhadas por todo o caminho. Aliás, uma boa chance para se ver de perto animais raros como os cervos.
A parte da fantasia fica por conta dos dinossauros. No chamado Vale dos Dinossauros, esculturas de concreto, cobertas por trepadeiras, imitam direitinho as feras, fazendo a festa da criançada.
E, depois de tanta adrenalina, o descanso pode ser feito no próprio Renar. O hotel, que lembra a arquitetura germânica, tem piscina, sauna, sala de ginástica e até mesmo uma suíte ecológica, construída bem pertinho da copa das araucárias.
Como passeio alternativo, fica a dica de uma visita ao atelier do Chico Costella. O entalhador é o responsável por todas as placas indicativas espalhadas pela cidade e também por uma surpreendente criação de passarinhos. Domesticados, os bichinhos vêm na mão das pessoas e fazem um verdadeiro show.


