Saindo de Curitiba, há pelo menos dois caminhos mais indicados para se chegar ao início da rota da maçã em Santa Catarina. Para quem deseja costear o litoral do Estado, o trajeto mais indicado é o da BR-101, até a cidade de Tubarão, antes de embarcar nas curvas da Serra do Rio do Rastro. Mas o alerta é de muita paciência. Durante todo o percurso, as obras de duplicação da BR fazem com que a viagem dure o dobro do tempo. E ainda é preciso tomar muito cuidado com os acidentes. De troco, imagens como as da praia de Barra Velha, Itapema e a Ponte de Laguna, com os pescadores de camarão.
Mas se a paixão é pelas paisagens do campo e das montanhas, não há melhor opção do que seguir pela BR-116. A estrada é cercada de pastos e rebanhos. E quanto mais vai se aproximando do destino, melhor é o espetáculo com florestas e mais florestas de Araucária.
Vale dos Dinossauros: esculturas de concreto, cobertas por trepadeiras, imitam as ferasAmbos os caminhos não oferecem maiores problemas quanto à sinalização. E na dúvida, qualquer informação é dada com presteza pelos catarinenses. O primeiro ponto a ser visitado, para quem segue pela BR-116, o caminho mais tranquilo, é com certeza a cidade de Fraiburgo, conhecida como a Capital Brasileira da Maçã. É lá que se pode ter uma rápida idéia de todo o restante da viagem. São plantações e mais plantações da fruta. E o melhor de tudo é que é possível até mesmo visitá-las, conhecendo de perto os cuidados e a colheita.
A hospedagem mais recomendada é no Hotel Renar. Além do conforto de um hotel quatro estrelas, a programação oferecida ainda inclui os parques temáticos. Um deles é o Rene Frey, distribuído por uma área verde de mais de 50 hectares, ele oferece aos visitantes a oportunidade de participar de um safári ecológico, feito num jipe que segue a mesma linha dos jipes usados na África. Apelidado de Jagunço Aventura, ele tem capacidade para dez pessoas e segue por trilhas de barro e pedra, que cortam a mata nativa. As surpresas ficam por conta das árvores centenárias, animais e criações espalhadas por todo o caminho. Aliás, uma boa chance para se ver de perto animais raros como os cervos.
A parte da fantasia fica por conta dos dinossauros. No chamado Vale dos Dinossauros, esculturas de concreto, cobertas por trepadeiras, imitam direitinho as feras, fazendo a festa da criançada.
E, depois de tanta adrenalina, o descanso pode ser feito no próprio Renar. O hotel, que lembra a arquitetura germânica, tem piscina, sauna, sala de ginástica e até mesmo uma suíte ecológica, construída bem pertinho da copa das araucárias.
Como passeio alternativo, fica a dica de uma visita ao atelier do Chico Costella. O entalhador é o responsável por todas as placas indicativas espalhadas pela cidade e também por uma surpreendente criação de passarinhos. Domesticados, os bichinhos vêm na mão das pessoas e fazem um verdadeiro show.

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