Imagem ilustrativa da imagem A brasileira que cantou para o rei de Marrocos
| Foto: Fotos:Arquivo Pessoal
Ana Zinger conhece profundamente a África onde encontrou situações inusitadas, como nesta foto, no Quênia, tomando café da manhã com uma girafa


Convidada para cantar para o então rei de Marrocos, a cantora carioca Ana Zinger embarcou em 1993 com um grupo de artistas brasileiros rumo ao palácio real da capital Fez. "Passei a virada me apresentando. Na festa de réveillon o rei estava de terno e gravata e as mulheres usavam roupas de gala marroquinas e ocidentais", conta.

Na ceia servida para comemorar a virada de ano, o cuscuz marroquino ocupa uma posição de destaque. "Ele ficava no centro da mesa e comemos com a mão. Foi a primeira vez que comi cuscuz. Fui a um restaurante típico com música e danças. Muito suingue em tudo. Havia muito champanhe e me lembro que o vinho marroquino não era nada mal", conta.

Ana destaca que a cidade antiga de Fez (Fez el Bali), é uma viagem no tempo. "Ela é considerada Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Acho que foi locação para um dos filmes de James Bond. As ruelas às vezes são tão escuras que não se enxerga um palmo à frente do nariz. Não há carros mas há muitos burros carregando mercadorias para lá e para cá. Lembro do aviso "olha o burro!" que amigos do nosso grupo gritavam para avisar a aproximação de um deles. Como as ruas podiam ficar bem estreitas, era necessário tomar cuidado para não esbarrar ou ser esbarrado por um deles, principalmente em dias de chuva, quando o cheiro de burro molhado podia ser um pouco desagradável", relata.

Imagem ilustrativa da imagem A brasileira que cantou para o rei de Marrocos
Ana Zinger no réveillon em Marrocos: "As paisagens são lindas, a arquitetura extraordinária"



Durante a viagem ao Marrocos, brasileira que conhece profundamente a África e também atua como fotógrafa teve a oportunidade de visitar fábricas de tapetes. "Eles têm um ritual de venda. Te servem chá em uma enorme sala e vão colocando os tapetes no chão. Os mercados são uma atração. A barganha faz parte da cultura o que pode ser bem desafiador e cansativo para os desavisados. As cerâmicas e louças são de uma beleza extraordinária, assim como as peças de cobre. Ah, e as roupas femininas marroquinas,lindos vestidos e mantas. As paisagens são lindas, a arquitetura extraordinária, e a cultura muito diferente do que estamos acostumados. Em Rabat, ao ver pequenas embarcações cruzarem o rio na luz do por do sol, tive o primeiro contato com a profunda sensação da ancestralidade da África. A África está no nosso código genético, no nosso inconsciente, e pude comprovar isso quando voltei em 2000, mas dessa vez para paisagens selvagens. Desde então, volto sempre. Conheço dez países, vários visitei mais de uma vez", salienta. (M.R.).

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