Cida ou Thiago? Se depender da torcida da londrinense Marcela Mello, a babá de Mangaratiba, cidade do Estado do Rio de Janeiro, é quem por merecimento deve levar os R$ 500 mil da quarta edição do Big Brother Brasil. O ganhador da bolada será conhecido hoje à noite e pelo jeito a disputa vai ser acirrada. Marcela, assim como os demais participantes, deverá estar lá para felicitar o vencedor. Independente do resultado, a londrinense segue o caminho das celebridades instantâneas assédio do público e mídia, participação em eventos e aparições em programas da Rede Globo com quem mantém contrato de exclusividade por seis meses.
Depois de 71 dias de confinamento na casa, Marcela de Mello Queiroz, 26 anos, 1,71 metros de altura e 57 quilos está curtindo o gosto da fama. ''Não me considero uma celebridade. Eu tive uma boa oportunidade que foi entrar no programa e continuar indo atrás do meu grande sonho que é entrar numa escola de teatro'', diz ela. Atualmente morando no Rio de Janeiro, onde as oportunidades de trabalho são maiores, a promoter pretende cursar a oficina de atores da Globo e, quem sabe, fazer parte do casting da emissora.
A bela morena causa sensação por onde passa em especial nas crianças e, principalmente, na ala masculina que quer conferir de perto aquela mulher que não tem vergonha nenhuma em dizer que durante o Big Brother usou de muitas estratégias para permanecer no jogo. Usou, em outras palavras, a ''mamatemática'', um trocadilho do apelido que ganhou na casa com a aritmética utilizados para saber, por exemplo, quem iria para o famigerado paredão.
A seguir, os principais trechos da entrevista que Marcela 'Mama' Mello concedeu à Folha2, na última sexta-feira, em sua residência em Londrina.

Vamos esclarecer uma coisa: você teve ajuda de alguém para entrar na casa? O Galvão Bueno teve alguma coisa a ver com isso, como comentaram?
Não, não teve. Até porque eu não conheço o Galvão Bueno intimamente. Eu o conheci no pré-Olímpico (NR: que aconteceu em 2000, em Londrina), fui apresentada a ele e só. A Desirée eu a conheço, claro, é londrinense como eu. Trabalhei como vendedora por alguns anos e algumas vezes eu a atendi na loja. Às vezes a encontro, mas não nunca fui amiga dela e do Galvão Bueno.

Não teve nem mesmo alguma ajuda ''política'' de alguém?
Nada disso. Infelizmente as pessoas não aceitam o fato de você conseguir algumas coisas pelo seu mérito. Para o Big Brother, passei por um processo seletivo, uma malha fina para entrar e, portanto, esse mérito é todo meu.

Impossível não tocar o assunto: que bate-boca com a Solange, hein?
Bom, eu vou fechar esse assunto definitivamente aqui. Não comento mais sobre isso e prometi fechar o assunto no Programa do Faustão. Para terminar de fechar, no domingo (anteontem) eu vou mandar uma mensagem em vídeo para ela no próprio Domingão do Faustão (NR: na mensagem, exibida no último domingo, Marcela dizia a Solange que não guardava mágoas e desejou que a frentista de Mogi-Guaçu fosse feliz).

Você sai do Big Brother com fama de boa jogadora, boa estrategista. Você é assim, no dia-a-dia?
Não. Lá era um jogo mesmo e a cada semana uma coisa mudava. Eu não entrei lá para fazer amigos, entrei para jogar. E acontece que acabei fazendo um monte de amigos, me afinei com muitas pessoas e isso é uma consequência do jogo.

A Juliana foi uma amizade calculada?
Nós tivemos um problema logo no início e que se estendeu por algum tempo: logo dissolvemos isso no programa mesmo e ficou visível para todo o Brasil.

Você acha que a edição da Globo ajudou para sua saída da casa?
Não. Era meu momento de sair e estou feliz com o resultado. Não me preocupei com a edição, afinal, quem decide é o público. Fui e voltei duas vezes do paredão e isso foi muito bacana porque nesse período pude receber o carinho do público

Você disse que entrou no Big Brother principalmente para dar uma alavancada na sua carreira...
Claro, trabalhar.

A projeção que você conseguiu está de bom tamanho?
Está ótimo. Estou tendo um retorno maravilhoso do público, estou sendo bastante requisitada e estou feliz.

Você é promoter?
Não sei se essa palavra me cabe muito bem...

Qual é sua profissão?
Na verdade, eu fiz uma festa em Londrina. Foi no dia 22 de março do ano passado e se chamava In loco com sete bandas e havia mais três sócios. E ajudei alguns amigos em outras festas na parte de divulgação. Nada mais.

Por que, então, você se apresentou como promoter?
Porque até então havia sido minha última função.

Antes disso você havia trabalhado em quê, Marcela?
Lógico. Já trabalhei de vendedora em lojas, vendi produtos da Natura, vendi tortas. Sempre fui à luta desde aos 14 anos.

Você está namorando?
Desculpe, mas não quero comentar sobre minha vida particular.

Isso é uma estratégia ou toque de sua assessoria?
Nada disso. É uma questão de manter minha privacidade e isso não cabe às pessoas. É algo que só diz respeito a mim. Minha vida já foi exposta demais, né?

Você se considera amiga da Juliana agora?
Não sei, não posso falar daqui para frente. Aqui é a vida, lá dentro era um jogo. Não quero julgar nem condenar ninguém.

Pelo jeito que você diz, parece que lá dentro havia uma personagem e aqui fora é a Marcela. É por aí?
Claro, o jogo é isso. Fiz matemática ou ''mamatemática''? Fiz. Fiz sondagem de votos para quem ia votar em quem? Fiz. Era um jogo.

Aquele pedido de conhecer o Projac foi só um pedido ou foi intencional para dar uma sondada na popularidade?
Nada disso. Esse pedido faz parte do meu sonho. Meu grande sonho é continuar na Globo. Conheci do porteiro do Projac até a Xuxa. Ninguém me deu dica de nada, mesmo porque estava sendo monitorada. A Xuxa só me disse palavras que pudessem me engrandecer.

E essa história de ''Boca de Sapo''. Alguém disse isso a você durante o passeio no Projac?
(rindo) Não. Foi um comentário à toa. Sei lá, perguntei dentro da casa como deveria ser uma boca de sapo...E todo mundo me questiona isso. A Solange ficou achando que era com ela. Nada a ver. Foi mania de perseguição da parte dela.

Por que em momento nenhum, pelo menos no que foi ao ar, você falou de Londrina?
Pode não ter sido exibido na tevê aberta. Mas algumas amigas minhas ouviram. Mas eu comentei sim, falei de várias coisas boas da minha cidade.

Que lição você tirou do Big Brother?
A maior lição que se pode tirar do Big Brother é valorizar as mínimas coisas. E com certeza a maior delas: o amor da sua família. A gente sai valorizando tudo como dar um abraço em alguém. Depois do Big Brother isso ficou mais latente. Com minha filha já tinha essa ligação. Com minha mãe, meu pai, meu irmão, minha cunhada, enfim, minha família esse laço se fortaleceu.

Você parou de fumar durante o programa e parece que até se tornou voluntária do Ministério da Saúde contra o tabagismo. Como foi isso?
O cigarro é uma coisa que não me traz benefício. E eu fumava porque gostava. E dentro da casa eu coloquei um propósito muito forte naquele momento. Quando mandei a fita para o Big Brother eu disse que se fosse chamada eu iria parar de fumar, tão logo saísse da casa. E parei durante o programa. E foi ótimo porque prometi ao Brasil que iria parar de fumar e não poderia falhar comigo e com o público.

Você pretende fazer a oficina de atores da Globo?
Vou. Quer dizer, não está nada certo. Estou recebendo vários convites e estou esperando passar um pouco essa fase em que estou sendo bastante requisitada.

Você quer ser atriz, apresentadora, o quê?
Olha, eu quero trabalhar. Posso até trabalhar na produção, nos bastidores, mas quero trabalhar nesse mundo que eu gosto muito.

Você vai posar para a Playboy
Não. Estou fora da Playboy e da Sexy. Não é meu foco agora. Meu foco é fazer teatro, estudar, ficar pronta como atriz.

O cachê da Marcela para eventos está caro?
Não considero caro.

Quanto?
(rindo) Não posso falar, não seja indiscreto.

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