Aplicando há 38 anos uma metodologia de ensino considerada de vanguarda, em que não são utilizados livros didáticos e conceitos da neuroeducação são integrados à pedagodia piagetiana seguida, o Instituto de Educação Infantil e Juvenil (IEIJ) prioriza nos trabalhos de pesquisa escolar as referências bibliográficas impressas. ''Consideramos primordial oferecer primeiramente ao nosso aluno fontes impressas confiáveis de pesquisa antes de orientá-los a pesquisar na internet. Disponibilizamos pelo menos três fontes de pesquisa, disponíveis na nossa biblioteca, e os trabalhos de pesquisa escolar sempre devem ser feitos na escola para evitar a cópia de conteúdos e o auxílio dos pais'', explica a coordenadora pedagógica Eliana Morinaka.
A diversidade de ideias também é uma premissa da escola. ''Também procuramos trabalhar com uma variedade de autores sobre o mesmo assunto para que o aluno não corra o risco de ter uma ideia restrita sobre o tema, de se basear em uma única ideologia. Acreditamos que a biblioteca vai além de um espaço tranquilo para o estudo. Para nós, a biblioteca é o cérebro da escola'', acrescenta Eliana.
''Alunos que vêm de outras escolas no começo estranham um pouco essa forma de trabalho, mas acabam se acostumando e constatando as vantagens de estudar dessa forma'', comenta a diretora pedagógica Margareth Felippe Cuba.
Com uma biblioteca contendo aproximadamente 15 mil volumes, o instituto investe constantemente na atualização do seu acervo. Periódicos e revistas científicas também fazem parte do material disponível aos alunos, que só podem usar a internet supervisionados por algum professor.
''Muitos alunos têm dificuldade em pesquisar e sempre estamos trabalhando a importância dos motores de busca, as palavras-chaves, para que a pesquisa não fique muito abrangente. É preciso que aprendam a refinar as pesquisas e a usar fontes virtuais mais seguras'', destaca. (A.P.N.)

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