O quintal da Bahia. A maior ofensa que se pode fazer a um sergipano é dizer que sua terra é uma extensão da vizinha ao sul. Há mais de um século, Sergipe é um Estado independente – na colonização, pertencia à capitania da Baía de Todos os Santos. Mas seu ostracismo em relação ao Nordeste permanece, mantendo então essa imagem.
Talvez não por muito tempo. O Estado pode ser a bola da vez. Pelo menos trabalha para se tornar conhecido. Na infra-estrutura hoteleira, a Rede Tropical estuda abrir uma unidade na capital, Aracaju. E, nesse esforço de marketing, até Alexandre Frota, na ‘‘Casa dos Artistas’’, sucesso de audiência do ‘‘SBT’’, citou o ‘‘Pré-Caju 2002’’, Carnaval fora de época.
A princípio, o mar de Sergipe pode até decepcionar. Não que a água seja poluída. Na mão, é clarinha. Uma história local explica: os sergipanos contam que, descendo o mapa, Deus foi colocando arrecifes em todo o litoral até que parou para descansar, justamente quando havia chegado a vez deles.
Menor Estado brasileiro, com 22 mil quilômetros quadrados e 1,8 milhão de habitantes, Sergipe é o típico caso em que há vantagem em ser pequeno. Num roteiro curto, de uma semana, o visitante vê o mar e o sertão. Desde a orla da capital até as tartarugas na vizinha Pirambu e a grandiosidade do Rio São Francisco, no noroeste. Tudo graças à profecia não-concretizada: mar e sertão seguem separados.

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