Até algum tempo atrás, muitas das ''drásticas mudanças'' anunciadas pelas gigantes DC e Marvel Comics não passavam de ''mortes'' de personagens secundários, que logo voltavam à vida algumas edições especiais depois, sem nada mudar o status quo de cada universo, no chamado ''retcon''. Se essas ''mortes'' não acabaram, pelo menos agora fazem mais sentido e alimentam uma interessante dinâmica no continuum. Exemplo disso está em ''A Batalha pelo Capuz'', saga que inicia em ''Batman'' número 90, nas bancas brasileiras pela Panini Comics.
Como muitos devem ter acompanhado, Bruce Wayne está aparentemente morto depois de ser atingido pelos raios Omega de Darkseid no término de ''Crise Final''. Após seu desaparecimento, começa então a luta pelo capuz de Batman. É aqui que começa essa nova fase na vida do Homem-Morcego. ''Batman'' nº 90 compila as edições 1 e 2 de ''Battle for the Cowl'' e ''Battle for Cowl: Gotham Gazette Batman Dead?''.
A série coloca em destaque todos os personagens do ''Bat-Universo'', a exemplo de Asa Noturna, Robin, Caçadora, Jason Todd, Mulher-Gato, Damian, entre outros. Inicialmente há um certo suspense sobre quem é que vai assumir o lugar de Wayne, no entanto, logo um anticlímax e a mais provável hipótese comprovam o que todos os leitores já suspeitavam desde o início da saga.
O que de mais importante acontece a partir daqui é que a DC Comics vem, coincidentemente, reestabelecendo personagens de formas parecidas. Com essa jogada, heróis de segunda linha podem ser explorados com mais densidade e ganham espaço significativo, com uma verdadeira razão e motivações para existir.
Além disso, a DC dá um importante passo na revalorização de Batman. Assim como aconteceu com o Capitão América na editora rival, é preciso saber como o mundo reage sem seu Cavaleiro das Trevas para medir exatamente o quanto ele faz falta. Essa resposta segue de ''Batalha pelo Capuz'' até ''O Retorno de Bruce Wayne'', atualmente em publicação nos Estados Unidos.

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