A aventura continua...
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quarta-feira, 09 de dezembro de 1998
Agência Estado 
Aos 67 anos de idade, o ator escocês Sean Connery tem demonstrado um pique de adolescente. O mais famoso intérprete do agente 007 pretende transformar Edimburgo, onde mora, num novo pólo cinematográfico. Só em 1999, sua empresa, a Fountainbridge Films, vai produzir três filmes. E a idéia é rodar pelo menos outras 20 produções nos próximos cinco anos. Nas telas, Connery poderá ser visto brevemente interpretando o sultão Saladim (que expulsou os cruzados de Jerusalém), num filme de Mustafa al Aqqad.
Ele próprio atuará nos filmes a serem produzidos por sua empresa - Do Not go Gentle, de David e Peter Griffiths, The Patriot, de Mark Rosenthal, e Mount Weather. O filme de Aqqad tem orçamento de 100 milhões de dólares e começará a ser rodado em janeiro, em vários países árabes e nos Estados Unidos. O personagem principal fundou uma dinastia que governou a Síria, Egito, Arábia e Iraque, e era tido como um grande pacifista, defensor das boas relações entre cristãos e muçulmanos.
Nascido Thomas Connery, em 25 de agosto de 1930, o ator já foi considerado o homem mais sexy do mundo pela revista People- que pesquisou o assunto entre centenas de mulheres. Hoje, com uma barriguinha bem saliente, Connery continua gostando de uma boa aventura. Anos depois de ter feito o famoso James Bond, Connery participou, entre outros filmes, de Os Intocáveis (que lhe rendeu em 1987 o único Oscar da carreira) e fez uma participação em Indiana Jones e a Última Cruzada.
Ele interpretou James Bond de 1962 a 1971. No último filme que fez como o agente secreto, Os Diamantes São Eternos, concordou em ser novamente o espião depois que seu primeiro substituto, George Lazenby, fracassou em 007 a Serviço de Sua Majestade. Mas cobrou uma fortuna.
Estava bem mais à vontade para cobrar muito por seu trabalho do que no começo dos anos 60, quando leu no jornal London Express que um estúdio procurava um ator para ser Bond, o espião criado pelo escritor Ian Fleming, autor preferido do presidente John Kennedy. Connery, até então um obscuro ator de filmes classe b, ganhou a vaga e abriu o caminho para a fama.


