A arte em território country
Elvira Alegre/DivulgaçãoLuiz Trevisan: esculturas que chamam a atenção pelo tamanho e pela originalidadeQuem pensa que exposição se resume a leilões de gado e shows de música sertaneja é por que ainda não circulou pelo Parque Governador Ney Braga, onde acontece a 37ª Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina. Quadros e esculturas de vários artistas, de todos os tipos e para todos os gostos, estão expostos nas sedes das associações de criadores de gado, pelas vias da Sociedade Rural, pelos estandes e pavilhões da feira. Para quem aprecia arte, um colírio para os olhos. Para aqueles que mal sabem distinguir um Manabu Mabe de um Carybé, uma oportunidade de conferir in loco quadros de consagrados pintores e de outros - por que não assim o dizer - acanhados artistas emergentes.
Numa das vias próximas à Casa do Criador, obras do escultor Luiz Trevisan podem ser conferidas de longe. São esculturas que chamam a atenção pelo tamanho, pela originalidade de formas e pelos materiais com que são esculpidas. Trevisan tem trabalhos expostos na Europa e nos Estados Unidos e já participou de vários salões de arte, de mostras e exposições pelo Brasil afora.
Elvira Alegre/DivulgaçãoAntonio Carlos Canasso: esculturas e entalhes em jequitibá, algodoeira e cedro
A pedido da Viação Garcia, o artista plástico confeccionou 16 placas em bronze do Projeto Aqui Tem História e acabou de produzir painel para o Centro de Convenções do Hotel Sumatra, em Londrina. Trevisan também está trabalhando no memorial em homenagem a Horácio Sabino Coimbra que ocupará um espaço na Companhia Cacique de Café Solúvel.
A produção dele não pára por aí. O artista está preparando um painel em relevo, feito em mármore, destinado ao Shopping Quintino, retratando a história do café, do norte paranaense. Entre suas esculturas expostas na Rural, estão um iluminado pé de mesa, feito de resina à base de polímero, e uma bailarina em posição retiré , numa junção de mármore com polímero.
Fauna brasileiraO parque é democrático e oferece espaço para todos. Que o diga o escultor Antonio Carlos Canasso, que movido pela humildade, não faz muito alarde de seu imenso talento. Ele trabalha com madeira jequitibá, algodoeira e cedro. Impossível ficar alheio às suas obras expostas em frente à Casa do Marchigiana. São peças grandes, muitas delas inspiradas na fauna brasileira como o tucano, arara azul e socó.
Elvira Alegre/DivulgaçãoRaquel Piccinin Câmara: telas no espaço da Associação de Mulheres de Negócios e Profissionais de Londrina
Esta é a primeira vez que Canasso participa da Exposição em Londrina. Ele mora em Santa Cruz de Monte Castelo (PR) e de lá sai muito pouco. Mas aceita encomendas de todo o Brasil. Ele conta que suas obras enfeitam jardins de residências, cachoeiras, sede de fazendas, piscinas e até ilhas particulares, além de trabalhos adquiridos por japoneses e norte-americanos. No estande da Viação Garcia - empresa patrocinadora de sua mostra - está uma mostra de seu trabalho: um touro, que rende olhares por parte dos visitantes.
Já no espaço da Associação de Mulheres de Negócios e Profissionais de Londrina, em meio ao décor de Hebe Simoni, duas telas da londrinense Raquel Piccinin Câmara se destacam. Uma outra expressão das artes plásticas de Londrina, Udhi Jozzolino, mostra seus trabalhos na Casa do Simental.
O parque é democrático e oferece espaço para todos
Numa volta pelo Pavilhão Internacional pode-se conferir um estande recheado de quadros. São telas do empresário Rui Crovador, diretor da Projecenter, de Curitiba. Ele divide espaço com outros artistas. Entre eles, Di Francisco, que carregou para a exposição a tela intitulada Dom Quixote.





