Ito Cornelsen/ReproduçãoSimbologia indígena, golfinhos, caracteres com ou sem sentido, animais peçonhentos ou queridinhos, cores vivas ou a total ausência de cor. Todos esses elementos formam a pintura de Armando Merege, que a Galeria Solar do Rosário mostra de amanhã até o dia 21.
Rituais. Tudo parece girar em torno desta palavra e seus significados. O que ela carrega de mistério, de excêntrico, de resgate de antigos costumes, de homenagem a antepassados, de aproximação com a natureza, de passagem de um mundo para outro e de tentativa de se alcançar um novo estado de alma.
A atual exposição foi encomendada para o artista pelo Solar do Rosário, que recebeu patrocínio da Equitel através da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, de Curitiba. Além da mostra, as obras de Merege ilustram também o calendário comemorativo de 1998, produzido pela galeria dentro do projeto ‘‘Pintores de Nossa Terra’’. Este é o terceiro calendário dentro do projeto.
ReproduçãoTrabalho que ilustra o mês de março
Armando Merege é natural de Itararé, São Paulo, e esta é a sua terceira exposição individual. Para ele, o artista isolou-se da loucura do dia-a-dia da cidade grande, ficou junto à natureza e pesquisou bastante a utilização dos signos e materiais.
‘‘A exposição que deu origem a este trabalho foi resultado de pesquisa de um ano do artista que, isolado da trepidação do dia-a-dia, em contato direto com a natureza, produziu telas que revelam uma faceta nova, um lado mais lúdico’’, revela Regina Casillo, proprietária do Solar do Rosário. Ela continua: ‘‘Sem abandonar os signos próprios de sua ‘mitologia’ - referências a civilizações antigas e indígenas - introduz o dado novo, pictórico, solto...’.
• A pintura de Armando Merege - exposição individual que abre domingo, dia sete, às 11 horas, no Solar do Rosário (Largo da Ordem) e vai até o dia 21 de dezembro.

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