O francês Paul Garfunkel era uma pessoa muito observadora. O artista autodidata, que se transformou em um dos maiores nomes do impressionismo no Paraná, adorava rabiscar pessoas e cenários em seus caderninhos, colocava emoção e representação do real juntos em notável simbiose. Transformava centenas de desenhos e ideias sobre o cotidiano em crônicas visuais. O acervo com grande parte desse trabalho fica à disposição do público a partir de amanhã, com a exposição ''Garfunkel - Um francês no Paraná'', no Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba.
Garfunkel, nascido em Fointanebleu, na França, em 1900, cresceu na Europa e veio para o Paraná para trabalhar, inicialmente como engenheiro. ''Ele foi para o interior em busca de trabalho mas depois veio para Curitiba, para morar com a família. Acabou desistindo da engenharia e passou a se dedicar à pintura'', afirma o curador Luca Rischbieter, que acompanhou o cotidiano do artista até sua morte, em 1981, e é responsável pela mostra que abre amanhã.
Garfunkel foi acumulando muitos esboços e experiência suficientes para transformar suas impressões e sensações em telas de óleo, guache, nanquim, grafite, entre outros materiais, muitas vezes associadas a mestres como Rembrandt. ''Ele sempre foi autodidata. Ele dizia que cresceu com arte na Europa, que seus traços lembravam as aulas de pintura que teve aos 13 anos'', conta Luca.
A exposição do MON reúne aproximadamente 150 obras do artista, que adorava pintar o litoral paranaense. ''Ele gostava muito de viajar e aproveitava para fazer muitos desenhos de Morretes e Antonina em seus caderninhos'', diz o curador. ''Ele era uma pessoa bastante quieta mas muito observadora. Estava sempre rabiscando e tinha uma interpretação muito forte das coisas, sintetizava bem e transmitia emoção. Foi um aquarelista e um desenhista de croquis único'', completa.

Serviço
- Garfunkel - Um Francês no Paraná
Quando - A mostra abre amanhã e fica em cartaz até o dia 22 de novembro, com visitação de terça a domingo, das 10h às 18h
Onde - Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba
Quanto- R$ 4 e R$ 2 (estudantes). Gratuito para grupos agendados da rede pública, do ensino médio e fundamental, para estudantes até 12 anos, maiores de 60 anos e no primeiro domingo de cada mês

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