A arte de declamar poesia
Falar ou simplesmente ler poesia é totalmente diferente de declamá-la. Declamar exige a arte de harmonizar gestos e palavras como se estas tivessem cores e peso. O bom declamador sabe o tempo certo da entonação da voz e tem o equilíbrio necessário para transmitir a emoção que cada estrofe exige.
Detentora desses atributos, a advogada, escritora e poeta Leonilda Spina segue desde a infância declamando seus poemas e de outros autores. Declamadora oficial da Academia de Letras, Ciências e Artes de Londrina, Leonilda observa que apesar da declamação parecer hoje em dia uma ''arte adormecida'', é bastante convidada para declamar poemas em diversos eventos sociais. ''E as pessoas se emocionam e sempre comentam do quanto gostaram de ouvir o poema declamado'', ressaltou a poeta.
Aos 67 anos e três livros de poesia publicados, Leonilda conta que é do cotidiano que tira inspiração para seus poemas. ''O bom é que o poema serve tanto para situações tristes quanto alegres. Já cheguei a declamar um poema para um amigo em seu velório; foi uma forma de homenagear a sua lembrança e a sua família'', lembrou.
Do contato direto com as crianças que visitaram a exposição, Leonilda diz que também tem se emocionado e aprendido com elas. ''A poesia tem o poder de estimular a sensibilidade das pessoas e a idéia é que as crianças se sintam incentivadas a produzirem seus próprios poemas.''(A.P.N.)





