A arte da paz
A arte da paz
As paisagens de Wilma Barsotti, uma catarinense que há 40 anos mora em Curitiba, e de Márcia Correia, de Irati, são a atração do Espaço Cultural Professor Miguel Reale, da Itaipu Binacional (Rua Comendador Araújo, 551), em Curitiba. Com o tema da paz, as duas trazem ao público curitibano um pouco do sentimento inspirado na natureza.
É nos bosques curitibanos que a catarinense Wilma Barsotti diz buscar a sua inspiração, principalmente no outono, quando a vegetação ganha cores e tons do vermelho mais forte e do verde mais aguado. Equipada com lápis, papel e filmadora, ela recolhe as impressões para depois, no ateliê, comparar as cores e colocar o resultado nas telas, com o uso das tintas acrílicas.
Gosto que as pessoas lembrem que não existe só violência e coisa ruim, como mostram a todo o instante os meios de divulgação, conta a artista. As árvores, para mim, significam vida, movimento, força e, especialmente, paz.
Autodidata, Márcia Correia também produz esta paz mas em ritmo frenético. Às vezes, são dois ou três quadros por dia, procurando adotar uma técnica cada vez mais próxima do impressionismo. Na exposição, que fica aberta até o dia 30 de julho, ela traz para Curitiba um pouco da paisagem de sua terra natal, Irati.





