A Argentina com a cara dos vizinhos
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terça-feira, 31 de agosto de 2004
Felipe Machado<br> Agência Estado 
Tucumán 1812. Com exceção do Brasil, o Exército Realista ocupa praticamente toda a América do Sul, mantendo o continente sob domínio do império espanhol. A revolta da população local contra os invasores, porém, faz nascer um desejo pela independência, desencadeando uma série de batalhas na principal fronteira com as tropas espanholas, no noroeste argentino.
Mesmo recebendo ordens para retroceder até o sul onde atualmente fica a cidade de Córdoba , dois generais, Martin e Belgrano, decidem enfrentar os realistas.
Ajudados pela população indígena que também foi quase toda dizimada pelo inimigo comum , os habitantes expulsam os espanhóis da região e permitem ao exército argentino manter as Províncias de Tucumán e Salta dentro de seus limites territoriais.
Em 9 de julho de 1816, na cidade de San Miguel de Tucumán, a Argentina proclama sua independência. O espírito de união se espalha pelos povos do sul da América e, seis anos depois, é a vez do irmão Brasil declarar a sua própria liberdade.
O orgulho histórico e a convivência entre argentinos e índios é uma das características do povo de Salta e Tucumán, duas Províncias equivalentes aos Estados brasileiros do noroeste do país.
Diferentemente de Buenos Aires, que fica a 312 quilômetros e tem traços evidentes da influência cultural européia, a região é mais próxima de seus vizinhos Chile e Bolívia, tanto pela presença de um povo andino, de pele morena, quanto pela proximidade com a Cordilheira dos Andes e, consequentemente, pelo relevo único que mistura deserto, montanha e uma vegetação exuberante.


