"A àpera do Fim do Mundo" estréia no Sesc, na quinta
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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2000
Por Fábio Madrigal Barreto 
São Paulo, 15 (AE) - Um cometa se aproximando da Terra, um falso Messias anunciando o fim do mundo e a desesperada população do reino da Brugelândia são alguns dos elementos presentes em "A àpera do Fim do Mundo", que estréia quinta-feira no Sesc Ipiranga. Esse é mais um dos espetáculos do projeto Pocket Opera que convida profissionais de outras áreas para trabalhar com ópera. Desta vez direção geral fica por conta de Solange Farkas e a o elenco é liderado pela meio soprano Cida Moreira.
Inspirada na ópera "O Grande Macabro", do húngaro Gyorgy Ligeti, Solange Farkas - curadora do VideoBrasil - aplicou sua experiência com multimídia, vídeo e interatividade no espetáculo batizado "A àpera do Fim do Mundo", que marca sua estréia como diretora do gênero. "Fiquei fascinada por esse texto quando assisti a uma montagem e guardei o livreto. Quando fui convidada para esse projeto ele foi a primeira opção", comenta Solange.
O espetáculo vai contar a história de um povoado aterrorizado com a possibilidade do fim do mundo. Para confirmar a veracidade da previsão os figurões da cidade reúnem-se com Necrotzar (interpretado pelo barítono Sandro Christopher), responsável pelo anúncio do apocalipse. Enquanto isso um cometa é avistado pelos moradores e a bagunça está armada. "Além de ser uma ópera mais ligada à minha área, esse assunto foi muito comentado por causa da chegada do ano 2000", conta Solange, que levou cerca de um ano para finalizar o projeto.
Ela também adaptou o roteiro e escolheu o elenco. "O papel de Mescalina parece ter sido escrito para Cida Moreira, pois ela tem desde o perfil físico e já fez vários papéis desse tipo. Uma mulher dominadora, sedutora e com muita presença de palco". Inovações - "A àpera do Fim do Mundo" tem algumas surpresas para os espectadores. Os atores e cantores continuam com suas funções tradicionais, mas ganham, de acordo com a diretora, um aliado: o vídeo. Vários painéis estão espalhados pelo palco e em alguns pontos da platéia para servirem com apoio à trama. "Existem alguns personagens virtuais que aparecem somente nas projeções", comenta. Recursos de DVD são utilizados por essa técnica.
"Com essa mistura seremos capazes de atrair o público que gosta de vídeo para a ópera. E também apresentar a capacidade do vídeo ao público. Todos ganham", garante Solange. "O verdadeiro desafio foi unir todos esses elementos sem nunca ter trabalhado com esse gênero. É como se estivéssemos fazendo um filme ao vivo" Serviço - "A àpera do Fim do Mundo", Sesc Ipiranga. Rua Bom Pastor, 822. Tel.: 3340-2000. Ingressos: R$ 12,00. De quinta a sábado, às 21 horas. Aos domingos, às 20h.


