500 mil pessoas visitam a Bienal do Mercosul
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terça-feira, 04 de dezembro de 2001
Agência Folha 
A 3 Bienal de Artes Visuais do Mercosul, que vai até o dia 16 de dezembro, em Porto Alegre, recebeu, no primeiro mês, mais de 500 mil visitantes. O evento reúne mais de 120 artistas latino-americanos, de sete países divididos em exposições oficiais e mostras paralelas. Segundo a assessoria de imprensa do evento, esse público é recorde e representa a expectativa inicial dos organizadores para todo o período. A exposição foi aberta em 15 de outubro.
A bienal está abrigada em diversos espaços da capital gaúcha - Museu de Arte do Rio Grande do Sul, Memorial do Rio Grande do Sul, Parque Maurício Sirotsky, Hospital Psiquiátrico São Pedro, Usina do Gasômetro e Santander Cultural.
Entre os destaques está a exposição do muralista mexicano Diego Rivera (1886-1957), que acontece no Margs (Museu de Arte do Rio Grande do Sul). São 52 pinturas e gravuras que cobrem mais de 50 anos da produção do artista, que se especializou no realismo socialista. O museu também apresenta telas do pintor norueguês Edvard Munch (1863-1944).
Edvard Munch é um dos precursores mundiais do que depois passou a ser conhecido como arte moderna. Edvard Munch, com seus desenhos, litografias, pinturas e xilografias, tinha a preocupação intimista de retratar a angústia humana. Sua obra mais conhecida é ''O Grito''.
Outra atração é a ''Cidade dos Contêineres'', no rio Guaíba. A ''cidade'' é composta por 52 contêineres, que abrigam obras como as da paranaense Gabriele Gomes, que usa lençóis, travesseiros e água, ou as da goiana Valéria Oliveira, que fala da ecologia, representando uma minifloresta destruída. Como nas edições anteriores, a Bienal do Mercosul homenageia nomes expressivos da arte latino-americana. Na primeira edição, o escolhido foi Xul Solar e, na segunda edição, em 99, o homenageado foi Iberê Camargo.
Neste ano, os curadores escolheram o artista plástico porto-alegrense Rafael França (1957 1991). Considerado um dos artistas mais representativos dos anos 80 no Brasil, França consolidou sua carreira artística em pouco mais de dez anos. O artista dividia seu tempo entre Porto Alegre, São Paulo e Chicago.
Morto prematuramente em 1991, o artista foi homenageado com uma exposição no Memorial do Rio Grande do Sul, sob a curadoria de Vitória Daniela Bousso.


