- PRESSA DA BATERIA - O ritmo acelerado das baterias fez com que os sambas perdessem muito da poesia e de sutilezas. Como as escolas desfilam com muitos componentes, a aceleração é para que elas passem dentro do tempo estipulado pela organização e não percam pontos.

- SAMBAS AERÓBICOS - Os compositores estimulam a plateia a pular, agitar, sacudir. Assim, os sambas, dizem especialistas, se transformam em marchas. Poucos mantêm o sentido épico dos enredos tradicionais, que contavam sagas das grandes personalidades da História.

- FALTA DE CULTURA - Alberto Mussa, autor do livro sobre sambas-enredo, e o compositor Osvaldinho da Cuíca dizem que a falta de cultura dentro das escolas de samba é refletida nas letras. ''Falta referência para essa turma mais jovem. Ninguém sabe o que aconteceu há dez anos no carnaval'', diz Mussa.

- JULGAMENTO FROUXO - É 10! Nota 10! Os sambistas dizem que esse excesso de 10 tem acabado com o senso crítico dos compositores. O júri estaria muito preso às questões técnicas e esquecendo que, ao avaliar uma música ou qualquer obra artística, a subjetividade deve ser um fator importante.

- O PIRES NA MÃO - Como garantem os mais tradicionais, é muito difícil fazer um samba bonito sobre internet, siderurgia, chocolate e outros temas que são, claramente, patrocinados por empresas e prefeituras. Em casos extremos, partes do samba (como refrões) são exigências de patrocinadores.

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