O embrião do Filo foi gestado no mítico ano das rebeliões estudantis mundiais. Talvez por isso, tenha mantido a audácia ao longo de sua trajetória. De 1968 a 2008, o festival evoluiu de local para regional, nacional, latino-americano e internacional.
Ao chegar aos 40 anos, os organizadores decidiram fazer um balanço de percurso realizando diversas manifestações comemorativas ao longo da temporada - a última delas chega às mãos do público hoje com o lançamento do livro ''Filo 40 anos - Registro Histórico''. O lançamento será às 10h30 no Teatro Ouro Verde.
O livro traz uma retrospectiva documental apresentando a programação completa, ano a ano, das edições do evento. Reúne também imagens em preto e branco de alguns espetáculos que marcaram o festival. Não se trata de uma obra de reflexão, já que prescinde de qualquer artigo ou ensaio crítico. No mínimo, servirá como valioso material de consultas.
''É um registro cronológico e uma homenagem a todas as companhias que participaram do festival. É um catálogo que soma mais de mil grupos'', diz o diretor do Filo Luiz Bertipaglia. O leitor curioso ficará sabendo, por exemplo, que o festival começou como um ''concurso de teatro'' com participação de grupos universitários oriundos das faculdades isoladas de Londrina (a UEL ainda não havia sido fundada).
Nesta fase, a programação abrangia ainda concurso de MPB, concurso de contos, concurso de poesia, salão de artes plásticas e salão de fotografia. Posteriormente, já encampado pela UEL, passa a sediar mostras regionais de teatro durante o período mais repressivo da ditadura militar. Em 1988, realiza a Mostra Latino-Americana de Teatro, a primeira do País.
No ano seguinte, cria o ''Cabaré Filo'' inserindo atrações musicais de peso à programação. A partir daí, abre o palco para o resto do mundo convidando companhias teatrais renomadas dos mais diversos pontos do planeta: Kazuo Ono, Odin Teatret, Peter Brook, De la Guarda, Volksbuhne, Wim Vandekeybus & Última Vez, entre outros.
Simultaneamente, incorpora programas de inclusão cultural através dos ''projetos de maio'' (desenvolvidos desde o ano 2000), além de espetáculos dirigidos para o público infantil. ''A capacidade de evoluir, crescer e mudar talvez seja a grande marca do Filo. Foi o que o fez chegar aonde poucos, no início, acreditavam que um dia ele chegaria'', assinala Bertipaglia. O livro sai da gráfica com uma tiragem de 3 mil exemplares. Estará à venda a R$ 10.

SERVIÇO
- Filo 40 anos - Registro Histórico
Quando - Hoje, às 10h30
Onde - Teatro Ouro Verde, em Londrina

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