300 episódios e uma homenagem
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quinta-feira, 07 de maio de 2009
Mariana Maziero<br> Folhapress 
O marido é ético, a mulher quer ver todo mundo feliz. O filho é preguiçoso, a filha quer aparecer. O genro só se mete em confusão. A melhor amiga é independente, e o patrão, trambiqueiro. Mas, mesmo depois de nove anos no ar, a família Silva nem pensa em se separar. É em clima de festa que o elenco de ''A Grande Família'' (Globo) comemora a gravação do episódio 300, que vai ao ar no dia 4 de junho, às 22h10.
''Quero estar aqui para comemorar os números 400, 500, 600. O programa tem um pouco de cada família. Todo mundo se identifica com as tramas. E nós temos a liberdade de fazer outros trabalhos, não dá para enjoar ou pensar em sair'', fala Lucio Mauro Filho, que vive o Tuco.
''A Grande Família'' é um dos exemplos de sucesso da emissora. A série é um dos três programas mais assistidos da Globo, ao lado do ''Jornal Nacional'' e da novela das oito. Inicialmente, ela teria apenas 12 episódios, mas acabou se estendendo e segue como sucesso de audiência, geralmente ficando com média entre 30 e 33 pontos.
''Não sei se existe um segredo para dar certo, mas o tempero é formado pelos valores tradicionais do convívio. O tema do programa facilita, é leve e engraçado. A resposta do público chega a ser um combustível para seguirmos adiante'', conta Marco Nanini, que faz o Lineu.
No capítulo 300, Tuco tenta fazer um documentário de sua família para se inscrever em um festival de cinema amador. Todos entram na onda e é aí que tem início a confusão. Cada um começa a retratar a família de acordo com o seu olhar. Gina (Natália Lage) faz a filmagem, e Agostinho (Pedro Cardoso) vai tratar da produção - querendo dinheiro, é claro. Logo o documentário ganha diversos autores. Tuco dramatiza a realidade, Lineu faz um roteiro em um português impecável, Beiçola (Marcos Oliveira) quer ser a estrela do filme, e Nenê (Marieta Severo) faz a família parecer um comercial de margarina. ''A visão da Nenê sobre a família é cor-de-rosa. Nesse episódio, quando ela escreve seu texto para o filme, mostra que o mundo dela é o lar. É ótimo'', diz Marieta.
''Eu entrei em ''A Grande Família'' há cerca de dois anos e ainda não pensei em parar. Eu adoro fazer a Marilda. Admiro as mulheres que são fortes, independentes. Por outro lado, ela acaba ficando sozinha. Mas é um papel que traz boa identificação com o público'', afirma Andrea Beltrão.


