Estreou no último domingo, nos EUA, a oitava temporada de ''24 Horas'' (aqui, será exibido pela Fox em março ou abril). A série, que conta as aventuras do superagente Jack Bauer (Kiefer Sutherland), já gerou incontáveis imitações e é uma das precursoras da ''febre de seriados'' dos últimos anos.
A ação agora se passa em Nova York. Tudo começa do modo mais clichê possível. Aposentado das funções de agente do governo dos EUA, Bauer tenta reconstruir a vida familiar.
De repente, porém, a pátria, em risco de um novo ataque terrorista, o chama de volta à ativa. Desta vez, o perigo é uma ameaça de atentado contra o presidente de um imaginário país muçulmano que está prestes a firmar com os EUA um histórico tratado de paz.
Acusado por organizações de direitos humanos de abusar da tortura, o seriado tem pegado ''um pouco'' mais leve desde a sétima temporada.
De certo modo, o programa tem acompanhado as transformações recentes da história dos EUA. Os métodos de Bauer, que ignora protocolos e limites de violência, pareciam fazer sentido para o público norte-americano no pós-11 de Setembro - a série estreou lá em novembro do mesmo ano.
Já agora, na era Obama, os produtores fizeram com que os chefes do agente passassem todo o tempo tentando enquadrá-lo. Porém, no geral, eles fazem vista grossa para a rebeldia do herói. Afinal, sem ela, pela lógica do programa, seria o fim de Jack Bauer e, por consequência, dos EUA.

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