20 Anos de música e amizade
Arquivo FolhaElba
Ramalho:
Novo CD
está mais
maduroO trio Elba Ramalho, Geraldo Azevedo e Zé Ramalho deu tão certo no primeiro disco que acaba de lançar o segundo, O Grande Encontro 2, pela BMG Ariola. O ano para eles começou com a agenda cheias de shows programados por todo o País, a começar pelo Nordeste. O novo CD está mais maduro, garante Elba. O resultado deste novo disco é de uma amizade intensa, no sentido espiritual. Partiu de um consenso dos três porque escolhemos todas as faixas juntos.
São 20 anos de música e amizade, como ela define. Meditamos um disco zen, limpo e morno. Para eles, não é difícil harmonizar três vozes. É a evolução do primeiro disco, avalia Zé Ramalho, ao identificar-se com seus colegas nordestinos. Agora é um trabalho de bastante elaboração com arranjos e vozes marcadas. Eu e Geraldo adaptamos à voz da Elba. É um trabalho zen, calmíssimo, partindo da capa à própria sonoridade.
A três Zé Ramalho já decidiu que não lançará nenhum disco até junho. Já cortei minha carreira solo, explica. Neste momento, interrompi meus shows individuais. O cantor está feliz por ter vendido mais de três mil cópias de Antologia Acústica, lançado em 1996, depois de quatro anos longe dos estúdios de gravações. Nesse disco está a canção Admirável Gado Novo, tema dos sem-terra na novela O Rei do Gado. O cantor e compositor revela que tem um CD pronto, mas não quer gravar, já que em 97 lançou também Cidades e Lendas e o anterior continua vendendo bem.
Como Zé Ramalho, Geraldo Azevedo assina ainda algumas composições, e às vezes os dois fazem parceria, como em Miragens, Pedras e Moças e Bichos de Sete Cabeças II, além da maioria dos arranjos. Temos carinho e respeito um pelo outro, afirma. Tanto eu como a Elba e o Zé ficamos lisonjeados por poder resgatar a cultura nordestina e passar isso à nova geração. Nós fomos resistentes e persistentes. Aos 25 anos de carreira, ele entra em estúdio em fevereiro, para gravar um disco solo que comemora essas bodas de prata.
O Grande Encontro II abre com Disparada, de Geraldo Vandré e Théo de Barros, e de cara entra a voz de Elba e Zé Ramalho. O coro engrossa quando chega Geraldo Azevedo. A música ficou interessante e traz um clima bem nostálgico. E assim acontece também em Banquetes de Signos, Canta Coração, Eternas Ondas, O Autor da Natureza e em duas baladas de Luiz Gonzaga em Asa Branca e A Volta da Asa Branca. Finaliza com Ai Que Saudade Docê, de Vital Farias. Na maioria dos arranjos, Robertinho do Recife dá sua contribuição.





