Elisa Marilia Carneiro
Com uma festa para gente grande, a Simões de Assis Galeria de Arte, comemora hoje os 15 anos de fundação. A lista de convidados inclui Arcangelo Ianelli, Carlos Araujo, Carlos Bracher, Carlos Scliar, Cícero Dias, Juarez Machado, Reynaldo Fonseca e Sergio Ferro.
A Casa de Pedra, da Alameda Dom Pedro II, 155, no Batel, tornou-se, durante esse tempo, a referência da pintura brasileira. Arquiteto, pela Universidade Federal do Paraná, Waldir Simões de Assis Filho, preparou para essa data a exposição ‘‘Destaques da Pintura Brasileira’’, com obras selecionadas especialmente para o evento. A mostra fica aberta até o dia 31 de julho.
Segundo Simões de Assis, a galeria caracteriza-se por selecionar artistas expressivos, de personalidades e com possibilidades de investimento. ‘‘Não fiquei restrito à arte paranaense. Acompanho os movimentos culturais da Europa e dos Estados Unidos. Estou, também, de olhos abertos para os novos, mesmo que o perfil da galeria não seja de lançamentos.’’
Entre os abstracionistas que passaram pela Simões de Assis estão Manabu Mabe, Hércules Basotti, Tomie Ohtake e Volpi, que expuseram em Curitiba pela primeira vez, na galeria. A vanguarda brasileira veio representada por Rubens Gerchman, Ivald Granato, Jorge Guinle e Siron Franco. Com estilo figurativos, são Carlos Scliar, Carlos Bracher e Juarez Machado.
Foram incorporados, a partir da década de 90, Carlos Araujo, Reinaldo Fonseca e Sergio Ferro. Da geração paranaense da década de 70, expuseram Carlos Eduardo Zimermann, Bia Wouk, Rones Dumke e Ruben Smanhotto.
Mas é de Juarez Machado que Simões de Assis fala com um brilho particular. ‘‘Mantemos uma ligação de muito respeito e admiração. Juarez me provoca, incentiva a ultrapassar barreiras. Temos um relacionamento muito simpático, de cumplicidade até.’’
Para o ano 2000, Juarez Machado prepara uma exposição com esculturas. Este lado ficou por alguns anos adormecido e o artista resolveu retomá-lo. Foi com a escultura que Juarez ganhou o primeiro prêmio do Salão de Artes do Paraná. A argila e o barro de Juarez Machado terão data especial em Curitiba.

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