Jornalista e escritor, Lima Barreto seguiu a sina da marginalidade que tanto residiu em seus textos: viveu e morreu pobre, mesmo sendo reconhecido por sua obra. Mulato, nasceu em 13 de maio de 1881 – a data bateria, sete anos depois, com a abolição da escravatura. Ou seja, amanhã completam-se exatos 120 anos de seu nascimento.
Lima Barreto teve vida conturbada, circulando entre botequins em longas bebedeiras. Via a sociedade brasileira com ironia e sarcasmo. Também se dedicou a retratar a periferia e seus personagens. Essas características se aliaram a uma postura militante – Barreto apoiou a Revolução Russa por intermédio do semanário ‘‘ABC’. A morte veio cedo, aos 41 anos.
Quando foi aprovado pela Escola Politécnica, no Rio de Janeiro, em 1897, seu destino era a engenharia civil. Mas a falta de dinheiro o impediu de se formar. Lima Barreto trocou os estudos pelo jornalismo. A boemia rendeu algumas internações no Hospício Nacional. Entre suas obras estão ‘‘Recordações do Escrivão Isaías Caminha’’ (1909), ‘‘Triste Fim de Policarpo Quaresma’’ (1915) e ‘‘Numa e a Ninfa’’ (1915).

mockup