120 anos de Lima Barreto
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sexta-feira, 11 de maio de 2001
Da Redação 
Jornalista e escritor, Lima Barreto seguiu a sina da marginalidade que tanto residiu em seus textos: viveu e morreu pobre, mesmo sendo reconhecido por sua obra. Mulato, nasceu em 13 de maio de 1881 a data bateria, sete anos depois, com a abolição da escravatura. Ou seja, amanhã completam-se exatos 120 anos de seu nascimento.
Lima Barreto teve vida conturbada, circulando entre botequins em longas bebedeiras. Via a sociedade brasileira com ironia e sarcasmo. Também se dedicou a retratar a periferia e seus personagens. Essas características se aliaram a uma postura militante Barreto apoiou a Revolução Russa por intermédio do semanário ABC. A morte veio cedo, aos 41 anos.
Quando foi aprovado pela Escola Politécnica, no Rio de Janeiro, em 1897, seu destino era a engenharia civil. Mas a falta de dinheiro o impediu de se formar. Lima Barreto trocou os estudos pelo jornalismo. A boemia rendeu algumas internações no Hospício Nacional. Entre suas obras estão Recordações do Escrivão Isaías Caminha (1909), Triste Fim de Policarpo Quaresma (1915) e Numa e a Ninfa (1915).


