Ainda sem programação e orçamento confirmados, a 1 Bienal Internacional do Livro de Curitiba foi lançada ontem na capital durante um café da manhã para a imprensa e convidados. A feira será realizada entre os dias 27 de agosto e 4 de setembro, no Expo Unimed, dentro do campus da Universidade Positivo, com expectativa de 400 mil participantes entre visitantes, escritores convidados e expositores.
A Bienal ocupará uma área de aproximadamente 8,3 mil metros quadrados, com 258 estandes e seis auditórios. Por enquanto, estão definidos três temas: o espaço infantil, a arena jovem e o café literário. De acordo com o diretor da Esfera Agência de Comunicação, empresa que está organizando a feira, Julcio Maron Torres, 60% dos espaços foram vendidos de janeiro até agora. O investimento inicial é de R$ 1 milhão, vindos de recursos próprios e da parceria com empresas públicas e privadas, cujos nomes são mantidos em sigilo. O custo estimado para a realização da segunda fase do projeto, que inclui despesas com prestadores de serviço, promotoras, segurança, equipe técnica, limpeza, montadoras de estande, equipamentos, telefonia, empresas de cartões de crédito, hospedagem e transporte, também não foi divulgado.
Segundo Torres, a venda de livros não será o único objetivo da Bienal. ''A venda é pontual, a gente não quer só isso, queremos criar um debate em Curitiba. É uma Bienal do Livro porque o livro é a vedete, mas em volta dele tudo o que a gente puder agregar vai ser bem-vindo'', explica o diretor. Entre os escritores que confirmaram presença estão Cristovão Tezza, Ignácio de Loyola Brandão, Laurentino Gomes, Fabrício Carpinejar, Miguel Sanches Neto, Domingos Pellegrini, Pedro Bandeira, Julio Emílio Braz, Isabel Parolin, Ernani Buchman e o argentino Marcelo Moreyra. A curadoria é do autor, diretor e professor, Alcione Araujo. O curador não compareceu ao lançamento e informou, através da assessoria de imprensa, que ainda não definiu a linha curatorial da feira. Segundo a assessoria, a programação deve ser fechada até o final de maio.
Organizadora da Feira do Livro de Curitiba, realizada na Praça Osório entre 2003 e 2008, com o apoio da Fundação Cultural de Curitiba, Sueli Brandão, que agora participa da organização da 1 Bienal Internacional do Livro, aposta na mudança de local para atrair mais público. ''Como é um espaço reservado e maior, o público que não quer se expor numa praça terá mais segurança e conforto'', defende. Sueli também ressalta que o enfoque principal da feira será a relação entre cultura e educação. ''Nesse momento de crise econômica, queremos promover o resgate de valores. Isso passa pela educação e a cultura que devem ser tratadas como irmãs siamesas'', afirma.

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