Célia Baroni
As praias ao sul de Recife, capital do Pernambuco, guardam belezas inimagináveis. Uma natureza exuberante cercada de areias brancas e águas límpidas, histórias de invasões e guerras, ruínas de um tempo em que todo o ‘‘poder’’ do Brasil estava centralizado no Nordeste. Olhando o mar em seus vários matizes de azul e verde claros e os morros cheios de vegetação é fácil entender a disputa acirrada entre portugueses e holandeses por essas terras.
A cultura do povo da região é outro espetáculo. Enriquecida pela vivência, ela está evidente na simplicidade, amabilidade e na sensibilidade particular para o artesanato e atividades artísticas. Alguns dos melhores exemplos da beleza desta região considerada uma das mais privilegiadas do litoral pernambucano são as praias da cidade do Cabo de Santo Agostinho, localizadas a 37 quilômetros do Aeroporto Internacional de Guararapes.
Entre Recife e Cabo de Santo Agostinho estão a Praia do Paiva, Itapuama e Pedra do Xaréu, Gaibu, Calhetas, Suape. Pare na praia do Paraíso. A primeira coisa a cativar o turista é a simpatia do povo e seu prazer evidente em receber. Do plantador de coco Daniel Francisco da Silva ao pintor Ivan Marinho, com seus quadros de até R$ 2 mil retratando o povo e sua cultura, o amor às raízes está presente. Os moradores gostam de conversar e basta dar uma brecha para descobrir histórias e dicas interessantes.
‘‘Já foi até a mina de água? E o forte, já visitou? Aqui é tudo muito lindo, não deixe de ver’’, aconselha Silva, entre a poda de um coqueiro e outro. Ele é da vila do Paraíso. Silva trabalha na Praia do Paraíso plantando e mantendo os coqueiros do resort Blue Tree Park. ‘‘No ano que vem o hotel não vai mais precisar comprar coco verde. Os coqueiros vão estar em plena produção’’, garante orgulhoso.
O Cabo de Santo Agostinho é patrimônio histórico nacional e tem 258 hectares de área verde natural e monumentos tombados. Entre eles estão as ruínas do Convento e a Igreja de Nossa senhora de Nazaré; ruínas do antigo quartel e do Forte do castelo do Mar e a casa antiga do faroleiro. Situada no Alto do Cabo, a Igreja Nossa Senhora de Nazaré data do século 16. O forte, construído em terra e pedra retirada dos arrecifes, data de 1632.
A oeste da Praia do Paraíso encontra-se uma área de proteção ambiental de 115 hectares que engloba a Bacia de Suape. As ilhas inexploradas são outra atração apaixonante e tudo pode ser visto. Caminhadas ecológicas, passeios a cavalo pelas reservas e tours de lancha e jet ski pelos mangues do rio Massangana, têm um encantamento indiscritível. Os caminhos passam pelas areias brancas das praias, atravessam vilarejos onde o modo de vida pouco mudou e também trechos de mata ainda originais.
Belas o ano inteiro, essas praias são uma opção de passeio, lazer e descanso de dezembro a dezembro. O clima quente e seco - a temperatura média é de 25 graus centígrados - é amenizado pela brisa constante. Um convite permanente ao relaxamento, ainda mais porque estão protegidas por arrecifes que formam verdadeiras piscinas.
A repórter viajou a convite do Blue Tree Park Cabo do Santo Agostinho Beach ResortRegião do Cabo de Santo Agostinho, ao sul de Recife, é considerada uma das mais privilegiadas do litoral pernambucano
fotos: Célia BaroniVista da Praia do Paraíso: areias brancas, vilarejos e trechos de mata ainda intocadaResort oferece vários programas ecológicos pela regiãoTours de lancha levam a outras praias e mangues

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