Aproveitando sua experiência como atriz para valorizar cada palavra que canta, Cida Moreira comemora o lançamento de seu primeiro DVD, "A Dama Indigna", e se prepara para estrear um show em que canta apenas músicas de Vicente Celestino.
A cantora, de voz operística e temperamento passional, registrou em vídeo o repertório do show que deu origem ao aclamado CD lançado em 2011 em que visita canções de Chico Buarque (Canção Desnaturada), Caetano Veloso (Mãe), Gonzaguinha (Palavras), David Bowie ("Soul Love") e até Amy Winehouse ("Back to Black"), entre outros compositores. O espetáculo mostra que o tempo não amenizou o canto visceral e a forte presença cênica da artista.
Cida, que passou parte da adolescência em Londrina, chega aos 60 anos de idade e 31 de carreira com 10 discos gravados, participação como atriz em 11 filmes, quatro minisséries de TV e três novelas, além de assinar a direção de vários musicais e peças de teatro.
Em entrevista à coluna, ela fala um pouco sobre sua atual fase artística:

Como foi a experiência de ver seu show em DVD como espectadora?
Não gosto muito de me ver, mas foi tão bom ter feito. A gravação do DVD foi tão emocionante, tão especial que transcende aquilo tudo. Por isso tenho prazer de rever esse momento tomado pela emoção.

Que lembranças você guarda de Londrina?
Morei em Londrina entre 1966 e 1971. Sou de São Paulo, mas tenho família em Rolândia e Astorga e fui para Londrina estudar música quando era adolescente. Guardo as melhores lembranças possíveis de altas vivências artísticas. Adoro Londrina mas acho que a cidade é caipira porque não me convidam para cantar aí.

Quais são seus próximos projetos artísticos?
Estreei em São Paulo no início do mês o espetáculo Ornitorrinco Canta Brecht & Weil, que é uma remontagem do primeiro show que montei, em 1977. Continuo viajando com o show A Dama Indigna. Esta semana estreio no Sesc Sorocaba o show "Canções Fatais" em que interpretamos apenas músicas de Vicente Celestino. No ano que vem será relançado o meu primeiro disco "Summertime" e no meio do ano entro em estúdio para gravar um novo CD.



AUXÍLIO LUXUOSO
Contando com as participações especiais de Milton Nascimento e da Orquestra Filarmônica de Cordas, Daniel Lopes aposta nas parcerias e no romantismo em seu segundo disco, "Bonito". Com letras singelas e arranjos suaves, a exemplo das canções "Coldest Heart" e "Distância", o cantor e compositor fala de paixões, encontros de desencontros de forma delicada e intimista. Apesar do trabalho totalmente autoral não ser de grande impacto, Daniel consegue imprimir sua bossa com estilo e leveza. Parceiro do cantor Leoni, Lopes é autor de jingles publicitários de sucesso no Brasil e este ano marcou sua estreia em trilhas de cinema ao ter sua obra incluída no filme "Open Road", que tem Andy Garcia e Camilla Belle no elenco.


ENSAIO GERAL
* A cantora Zélia Duncan lança esta semana o CD "Tudo Esclarecido", em que canta somente músicas compostas por Itamar Assumpção.

* A sambista Teresa Cristina canta apenas sucessos de Roberto Carlos em novo álbum que chega às lojas em dezembro.

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