Era uma vez um menino muito bonito que ao nascer foi deixado em um orfanato para ser adotado. Seu pai, um senhor muito bom, deixou-lhe também uma grande fortuna, mas que só poderia ser revelada e entregue a quem o assumisse inteiramente.
Muitos foram visitá-lo. Acharam-no lindo, mas não quiseram adotá-lo, pois não tinham tempo para se dedicar a ele.
No mesmo bairro morava um velhinho de barba branca e que usava roupas e barrete vermelhos. Este senhor, percebendo que seus concidadãos mantinham procedimentos que os encaminhavam para uma existência frugal, começou a lhes oferecer presentes e passou a se apresentar como tutor da criança, pois o povo vendo-os juntos confundia-se.
Passaram a cultuá-lo por achar mais fácil, pois sabiam que, se adotassem o menino, este, pela sua essência e procedência, iria lhes condenar os procedimentos doidivanas.
A grande maioria ficou com as festas magistralmente preparadas que eram oferecidas na casa daquele senhor de longas barbas.
Aqueles que recusaram a criança e ficaram ofuscados pelas luzes brilhantes do homem de barba branca, talvez não tenham se apercebido do ato dantesco que protagonizaram. Que Deus se apiede destes seres e um dia lhes mostre a verdadeira estrada de luz, pois esta irá conduzi-los por caminhos gloriosos para que possam adotar o menino e aninhá-lo em seus corações para todo o sempre.
Espero que este momento mágico, que é o Natal, possa ser também um momento de conversão para aquele que ainda não conheceu Jesus, tal como aconteceu com o apóstolo Paulo às portas de Damasco e comigo, há oito anos, nos umbrais do Santuário de São Judas Tadeu.

Edson Medardo Scarchetti é bacharel em Teologia em Londrina

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