Rio de Janeiro - O presidente do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD), Sérgio Zveiter, adiou o julgamento do recurso do Grêmio contra a punição de 120 dias imposta ao zagueiro Scheidt.
O jogador é acusado de ingerir a substância DHEA antes do jogo Flamengo e Grêmio, no dia 21 de abril, pela Copa do Brasil, em proporções acima do permitido pela Comissão de Dopagem da Confederação Brasileira de Futebol.
O destino de Scheidt será decidido na próxima quinta-feira, quando haverá outra sessão do tribunal, mas, até lá, ele pode jogar, pois está sob efeito de um liminar que suspende a sua punição. Na final do Campeonato Gaúcho contra o Inter, porém, ele não poderá atuar porque recebeu, na segunda partida da decisão, o seu terceiro cartão amarelo.
Marcada pela confusão, a sessão de hoje foi interrompida por Zveiter, quando dois auditores tinham votado a favor do recurso e três contra.
Como um dos seis auditores não estava presente, o voto do presidente do tribunal valeria por dois e decidiria a questão. Zveiter pediu "vistas do processo", pois declarou que não estava em condições de decidir o problema.
O advogado do Grêmio, Antônio Vicente, ficou satisfeito com o desfecho da sessão, pois acha que tem mais chances de conseguir a absolvição do atleta. "Nós fizemos nosso papel", disse. Antes do julgamento, Vicente impetrou uma ação para adiar a sessão, alegando que ainda não tinha recebido o laudo de um laboratório espanhol que, segundo ele, ajudaria Scheidt.
Durante o voto de um dos auditores, a testemunha do Grêmio, o médico Mauro Chaplevsky, retirou-se da sala fazendo sinais irônicos para auditores. O auditor Marcos Aurélio Pacha revoltou-se com a atitude e acabou discutindo asperamente com Zveiter. No final, Zveiter pediu desculpas a Pacha por ter sido rude.

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