Curitiba - O piloto paranaense Ricardo Zonta conquistou, com duas etapas de antecedência, o título de campeão da temporada 2002 da Telefônica World Series. O campeonato foi decidido em Valência, na Espanha, quando Zonta ganhou uma e chegou em segundo na outra corrida da etapa. Com isso, somou sete vitórias em 14 corridas disputadas e 244 pontos.
Ele nem teve muito tempo de comemorar pois no domingo mesmo embarcou para o Brasil e chegou a Curitiba ontem cedo. Agora terá umas breves férias até voltar a pilotar e a próxima prova será justamente no Autódromo Internacional de Curitiba, no dia 1º de setembro. A temporada termina dia 8, em Interlagos.
Agora, Ricardo Zonta já começa a tentar definir o que fará na temporada de 2003. Segundo ele mesmo, tem 50% de chances de permanecer na Telefônica World Series, para a qual já tem ''boas propostas'' e os outros 50% de se transferir para a Indy/Cart, categoria que ainda não definiu o futuro, se passa a ser monomotor e até com a possível entrada de Bernie Eclestone, o todo poderoso da Fórmula 1, como tem sido aventado.
''Como fui campeão, é um risco permanecer na mesma categoria, mas tenho uma proposta boa e muito positiva'', afirma o piloto que corre pela Gabord Competición, equipe que é patrocinada pelo Barcelona. A entrada de times de futebol na categoria é também um dos fatores do sucesso de público que ela vem tendo. Além do Barcelona, outros clubes que estão presentes são o Real Madrid, o Valência, estes da Espanha, e o Manchester United, da Inglaterra.
A Telefônica World Series é atualmente a quarta mais importante competição do automobilismo mundial, perdendo apenas para a Fórmula 1, a IRL, e a Indy/Cart e ficando à frente da Fórmula 3000 Internacional. Os carros todos usam motor Nissan de 420 cavalos, chassi De Lara e pneus Michelin. Os mecânicos não podem fazer acertos específicos no carro e a cada duas corridas ganhas o piloto deve trocar de motor. Zonta trocou três vezes de motor nesta temporada. 20 carros estão inscritos e para se ter uma idéia da disputa, nesta útlima etapa, em Valência, menos de um segundo de diferença separavam o primeiro e o 17º colocado.
Apesar de ser curitibano, desde 1993 que Zonta não corre no Autódromo Internacional de Curitiba. A última vez ele ainda estava na Fórmula Chevrolet. ''Este será o menor circuito da temporada, mas será uma emoção especial'', diz o piloto e explica: ''Na Fórmula 1, quando corri no Brasil, já foi especial. Agora, em Curitiba, com todas as pessoas que conheço me apoiando, tenho obrigação de fazer o melhor''. Mesmo assim, como já é o atual campeão, não terá pressão para correr. ''Agora até posso dividir a mesma curva'', brinca.

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