Zonta terá de fazer testes para correr em Ímola
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segunda-feira, 19 de abril de 1999
Agência Estado 
O que mais preocupa agora Ricardo Zonta, quanto a participar do GP de San Marino, dia 2, em Ímola, é um teste simples realizado pelos comissários antes dos treinos livres: o piloto deve deixar o cockpit, por meios próprios, em cinco segundos. Essa mobilidade o Ricardo ainda não tem, mas até lá evoluirá muito, afirma seu empresário, Geraldo Rodrigues. Zonta foi examinado ontem no hospital Duprat pelo médico que o operou dia 10, Roberto Godoy Moreira, antes de embarcar para Curitiba, onde reside, com o auxílio de muletas.
Os 18 pontos do corte no pé esquerdo, resultado do acidente em Interlagos durante os treinos do GP do Brasil, foram retirados, bem como não há mais medicamentos prescritos. O doutor Moreira ainda submeteu o piloto a alguns testes, como a simulação de freadas com o pé esquerdo, usando como anteparo suas mãos. O Ricardo não sentiu dores, explicou Rodrigues, lembrando, porém que se ele correr em Ímola freará com o pé direito. De repente eu sou mais rápido pilotando dessa forma e acabo adotando-a, acrescenta Zonta.
O gesso foi substituído por uma imobilização de resina antichama como manda o regulamento, mas de volume maior da que possivelmente será feita antes da sua viagem para a Itália, no início da próxima semana. As dimensões dessa bota de resina é que estão prejudicando bastante sua mobilidade. Em Ímola, Zonta será examinado pelo médico-chefe da Fórmula 1, o neurocirurgião inglês Sid Watkins.


