Zonta fica pelo menos 45 dias fora das pistas
São Paulo, 10 (AE) - Ricardo Zonta ficará fora de pelo menos mais duas corridas do Mundial de Fórmula 1. O piloto saiu da pista e bateu no guard-rail na entrada da curva do Laranjinha durante os treinos livres para o GP do Brasil.
Ele sofreu ferimentos no pé esquerdo: um corte de cinco centímetros na altura do terceiro, quarto e quinto dedos (o dedão é o primeiro), com rompimento de oito tendões, além de uma fratura tarso-metatársica. É provável que, no choque, um braço da suspensão tenha perfurado a célula de sobrevivência do piloto e atingido seu pé, causando a lesão. Zonta foi removido para o Hospital Duprat, onde passou por uma cirurgia de duas horas para limpar o ferimento e reconstituir os tendões e o osso do pé.
Segundo o médico ortopedista Roberto Godoy Moreira, que realizou a operação, o piloto da BAR terá de ficar em recuperação por pelo menos 45 dias, o que já o impede de participar do Grande Prêmio de San Marino, dia 2, e de Mônaco, dia 16. Há uma possibilidade de que o brasileiro possa voltar a competir em Barcelona.
Zonta deverá sair do hospital em três dias. Ficará com a perna totalmente imoblizada por menos mais dez, quando trocará a atadura e poderá então pisar no chão. Segundo o preparador físico do piloto, José Rubens dElia, os ferimentos do tendão não deverão afetar os reflexos de Zonta. "O local da lesão não influencia os movimentos de pisar no acelerador e sim de levantar o pé, o que não deverá ter maiores consequências em seu desempenho."
Má sorte - O dia foi particularmente ruim para a equipe BAR. Além do acidente de Zonta, o seu companheiro de equipe, Jacques Villeneuve, teve problemas com o carro nos treinos livres. Mais tarde, após a classificação, os delegados técnicos constataram irregularidades na sua gasolina e, como punição, o piloto perdeu a 16.ª posição no grid. Largará em último lugar.
"Parece-nos que o carro não reagiu muito bem em um circuito com ondulações e esta pode ter sido uma das causas do acidente de Ricardo", disse o diretor geral da BAR, Craig Pollock. Ele disse que, apesar do fim de semana ruim que tiveram, está feliz por saber que as lesões de Zonta não foram tão graves quanto se pensou em princípio. A suspeita do próprio piloto é de que a suspensão traseira quebrou no instante em que iria iniciar o contorno do Laranjinha, em terceira marcha, a cerca de 180 km/h.





