O piloto paranaense Ricardo Zonta terá um final de semana dos mais movimentados. O Campeonato Internacional de Fórmula 3000 prossegue no domingo, no circuito de Spa-Francorchamps, na Bélgica, com a oitava etapa da temporada - a antepenúltima - e a corrida será preliminar do Mundial de Fórmula 1. Isso quer dizer que Zonta além de tentar ampliar sua vantagem na liderança, estará correndo diante dos grandes chefões da F-1.
Com 27 pontos na F-3000 e com 30 ainda em disputa, Zonta tem a grande chance de tentar mais uma vitória, a terceira ete ano, e ir para as duas etapas finais precisando até de não vencer para ficar com o título. Seus mais diretos adversários são o colombiano Juan Pablo Montoya, que tem 23,5 pontos; o inglês Soheil Ayari, com 22; e o dinamarquês Tom Kristensen, com 19.
Fórmula 1A idéia surgiu no ano passado e só agora ganhou força: os treinos de sexta-feira podem voltar a ser classificatórios para o grid. A diferença para o modelo usado até 95 é que o piloto terá o tempo da sexta-feira e do sábado somados e dividido por dois. Com isso, mesmo que por ventura chova no sábado, os pilotos terão a obrigação de treinar. Hoje o programa prevê apenas duas sessões livres na sexta-feira e uma classificatória no sábado. Ele foi mudado porque quando chovia no sábado ninguém deixava os boxes e as TVs do mundo inteiro ficavam expondo o asfalto molhado e ninguém na pista. Valiam os tempos da sexta-feira.
Em Spa-Francorchamps, domingo, haverá nova reunião de Bernie Ecclestone, o promotor do espetáculo, com os representantes das equipes, a fim de rediscutir o tema. Mas já se pode sentir nítida tendência de aprovação da proposta. Como não há nada em disputa atualmente nas sextas-feiras, o dia é entediante até para a própria Fórmula 1. É possível que Ecclestone tenha já percebido que se voltar a existir competição na sexta-feira, a Fórmula 1 terá mais espaço na mídia internacional, que é em essência a sua preocupação.
Três personagens importantes do evento, Ron Dennis, da McLaren; Jackie Stewart, da Stewart Grand Prix; e Jean Todt, da Ferrari, defendem a mudança abertamente. Dennis lembra que não haverá confusão na cabeça do telespectador ao ver na TV um tempo que na realidade não será o do piloto, já que ele deverá ser somado ao da sexta-feira e depois dividido por dois. ‘‘O computador dará essa média aritmética na hora, ao lado da sua classificação naquele instante, desfazendo a dúvida’’.
No ano passado se pensou já em mudar a programação da F-1. Mas a resistência foi maior. Michael Schumacher, por exemplo, defende a manutenção do atual sistema. ‘‘Trabalhamos na sexta-feira para a corrida, no sábado convergimos o acerto visando a classificação enquanto que no domingo disputamos o GP’’, afirma.

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