Zonta é atração em novo duelo Ferrari x McLaren
Das agências
Depois da Oceania, América do Sul e Europa, o círculo da Fórmula-1 está hoje na América do Norte. A partir das 14 horas, no circuito Gilles Villeneuve, em Montreal, será disputado o Grande Prêmio do Canadá, a sexta etapa do atual calendário. A prova terá transmissão pela Rede Globo de Televisão. O Mundial está sendo liderado pelo alemão Michael Schumacher com 30 pontos, seguido do finlandês Mika Hakkinen com 24.
Uma das atrações deste GP é o piloto curitibano Ricardo Zonta, 23 anos, que volta às pistas depois de três provas do Mundial de Fórmula 1. Na sexta-feira, sem usar o pé esquerdo e correndo em um circuito que não conhecia, foi o sexto mais rápido na primeira sessão livre. A última vez que o brasileiro havia efetivamente pilotado um F-1 foi nos treinos para o GP Brasil, em abril. Na ocasião, bateu forte no muro de Interlagos e rompeu oito tendões do pé esquerdo. Desde então, passou por uma cirurgia e por um intenso trabalho de fisioterapia. Perdeu quatro etapas do campeonato e, ainda sentindo dores, foi liberado pela FIA (entidade máxima do automobilismo) para correr no Canadá.
Mas continua mancando até hoje. Para não forçar os tendões, decidiu acelerar e frear com o pé direito, a exemplo do que fazem outros pilotos da categoria, como Rubens Barrichello e Jean Alesi. Antes, Zonta acelerava com o pé direito e freava com o esquerdo,procedimento mais comum entre os 22 pilotos da F-1. No começo estava estranho, não sabia o quanto pisar no freio nas primeiras voltas. Depois, peguei confiança e tudo foi bem, disse o curitibano.
Os pilotos e a maioria dos projetistas ganharam um importante e talvez decisivo reforço na sua luta para a volta dos pneus lisos na Fórmula 1: Bernie Ecclestone. De Londres, mandou o recado: Estou com essa turma, precisamos mesmo usá-los novamente. Ao mesmo tempo, as reações contrárias à idéia já apareceram. Não concordamos com a mudança, fizemos um grande investimento para produzir os pneus com sulcos e não vamos voltar atrás, afirmou Yoshihiko Ichikawa, diretor-técnico da Bridgestone, fornecedora exclusiva de pneus na Fórmula 1.
Max Mosley, presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) também enviou sua mensagem: Nada vai mudar na Fórmula 1 até o ano 2001.





