Zonta ataca 'colega' Villeneuve e sonha com pódio em Interlagos
Agência Estado
Do Rio e São Paulo
O piloto brasileiro Ricardo Zonta, da equipe BAR, disse ontem que vive a expectativa de conseguir seu primeiro pódio na F-1, no GP do Brasil, em Interlagos, no domingo, embora se diga feliz se terminar a corrida entre os seis primeiros e voltar a pontuar, como ocorreu no GP da Austrália. Chegar ao pódio no Brasil seria motivo de muita alegria, disse Zonta, que se exibiu ontem na praia da Barra da Tijuca, no Rio, praticando esqui aquático, em companhia de Robby Nash, campeão mundial de windsurf.
Ele aposta no conhecimento do traçado de Interlagos para tentar surpreender. Aprendi muito com cada curva de lá; é um circuito que conheço bem da minha época de F-3 e F-Chevrolet. Para Zonta, Interlagos é uma pista para pilotos arrojados. Ele não gosta de falar do acidente sofrido em 10 de março de 1999, durante treino em Interlagos para o GP Brasil, quando perdeu o controle do carro antes da curva da Ferradura e, a 290 km/h, bateu na barreira de segurança. O carro foi totalmente destruído e o piloto sofreu lesões na perna esquerda.
Em entrevista após a apresentação no mar agitado, Zonta elogiou Rubens Barrichello, da Ferrari, e disse acreditar que ele tenha grande chance de superar Schumacher em São Paulo. Tem potencial para isso e vai contar com minha torcida. Segundo Zonta, a corrida para Barrichello vai ser bem difícil porque o brasileiro disputará a prova sob forte pressão.
Zonta fez críticas a seu companheiro de equipe Jacques Villeneuve, de temperamento difícil e que só é amigo em determinadas horas. O jovem piloto brasileiro deixou escapar sua contrariedade com privilégios de Villeneuve na equipe. Por ter sido campeão mundial (em 1997), ele goza de preferências; se houvesse mais investimento na igualdade de condições, isso ajudaria a própria equipe, afirmou. Os mecânicos, por exemplo, que trabalhavam com Zonta na última temporada cuidam agora do carro de Villeneuve.
Depois da sexta colocação no GP da Austrália, há duas semanas, Zonta voltou direto para Curitiba, onde mora, e recebeu o reconhecimento dos admiradores. Numa saída à noite pela cidade fiquei impressionado com o assédio.
Metereologia Se a Ferrari mostrou bom desempenho na Austrália, São Pedro pode dar uma ajuda a mais para Rubens Barrichello e Michael Schumacher saírem com um bom resultado no GP do Brasil de Fórmula 1. Segundo informações da empresa Climatempo, especializada em consultoria de meteorologia, a probabilidade de chuva no domingo, dia da corrida, é de 80%.
Segundo a empresa, o tempo deverá ser instável, com possibilidade de chuvas à tarde, na sexta-feira (30%), dia dos treinos livres, e no sábado (60%), quando acontecem os treinos que definirão o grid de largada. A avaliação das condições climáticas foram feitas a partir de dados fornecidos por satélite, aeroportos e outras instituições de meteorologia em todo o Estado.
O horário mais provável das chuvas só poderá ser determinado nos dias que antecedem as provas. Mais do que escuderias, a chuva privilegia alguns pilotos. Por coincidência, os dois profissionais com melhor desempenho em pista molhada são justamente os pilotos da Ferrari. Schumacher conseguiu superar Jacques Villeneuve, da Williams, em um Grande Prêmio memorável, na França, em 1997. No mesmo ano, Rubinho ficou com a segunda posição em Mônaco, na estreante Stewart, depois de uma brilhante atuação na chuva.





