Zizou nega ser cabeça de revolução
Johannesburgo - Zinedine Zidane queria falar ontem de futebol. Teve que falar dos fortes indícios de seu envolvimento na ''revolução francesa'', nome dado ao movimento dos jogadores da seleção do pais europeu contra o técnico Raymond Domenech. ''Zizou'' se irritou, reclamou, foi ríspido algumas vezes. E negou ser o cabeça da revolução, que na prática mais parece uma rebelião de detentos contra o diretor de presídio.
Em plena Copa do Mundo, a França, atual vice-campeã do mundo, só aparece no noticiário por conta dos vexames dentro de campo - está virtualmente eliminada - e dos barracos fora dele.
O atacante Anelka foi expulso da seleção por ter xingado Domenech, os jogadores se recusaram a treinar no último domingo em protesto contra a defenestração do companheiro, o preparador físico Robert Duverne ameaçou meter a mão no lateral-esquerdo Evra e o chefe da delegação na África do Sul, Jean-Louis Valetin, pediu demissão, entrou num avião e se mandou de volta para casa. Ah, e são comuns as discussões entre jogadores.
Zidane jura de pés (e mãos) juntos que não tem nada a ver com isso. ''Não liguei para jogador nenhum. Não me meto em escalação. Quando era jogador, mesmo sendo capitão do time nunca dei minha opinião sobre quem deveria jogar. Não vou fazer isso agora''. (A.E.)





