O possível novo administrador temporário da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Valmor Zimermann, disse ontem que somente uma ‘‘limpa’’ na Federação poderá devolver credibilidade à própria entidade e ao futebol paranaense. Zimermann afirmou que, devido às denúncias feitas, a atual diretoria, desde o presidente afastado Onaireves Nilo Rolim de Moura até os vice-presidentes e diretores, tinha que renunciar a seus cargos para que novas pessoas assumissem o poder da FPF.
Valmor Zimermann, que presidiu o Atlético em 1989 e é um dos vices da FPF, ainda não decidiu se irá assumir a Federação. Ele disse que irá conversar hoje com o juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública, Leônidas Silva Filho, que o nomeou para substituir Vicente Rodacki, para saber se o juiz aceitará a sua proposta. ‘‘Não estava nos meus planos voltar ao futebol agora. Só posso aceitar a indicação se for para ficar no máximo por quatro meses na entidade. Daí eu organizo tudo, convoco novas eleições e saio’’.
De acordo com Zimermann, se assumir, uma das primeiras decisões a tomar é sobre a assembléia que poderá ou não cassar o mandato de Moura. Ele afirmou que tomou conhecimento do assunto por meio da imprensa e que terá que estudar bem o caso para resolver se convoca ou não uma nova assembléia.
Pela indicação do juiz Leônidas Silva Filha, Zimermann terá que fazer uma auditoria no trabalho de Vicente Paschoal Rodacki, que tinha sido nomeado pelo juiz para averiguar supostas irregularidades cometidas na administração de Moura em 97. Como Rodacki alterou números de um boletim financeiro para segundo ele, sobrar mais dinheiro das rendas para Federação, o juiz resolveu destituí-lo do cargo e nomear um novo administrador.

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