São Paulo - Um time com grandes jogadores e cercado de expectativa, mas que sofre com a pressão da torcida e os resultados irregulares. O desafio que Zinédine Zidane, de 43 anos, inicia neste sábado, agora como técnico do Real Madrid, guarda semelhanças com os tempos em que ele jogou pela equipe merengue, entre 2001 e 2006.
Quando o francês chegou, o time já contava com Roberto Carlos e o português Luís Figo. Mais tarde viriam Ronaldo e os ingleses David Beckham e Michael Owen, formando a geração de "galácticos" ambicionada pelo presidente Florentino Pérez.
Hoje, Cristiano Ronaldo, Karim Benzema, Gareth Bale, James Rodríguez e Toni Kroos são os grandes nomes do elenco. Assim como aquele, este time tem a irregularidade como principal defeito.
Campeão da Liga dos Campeões em 2014, o Real conquistou seu último Espanhol dois anos antes. Nas últimas dez temporadas, venceu três ligas nacionais, contra seis do Barcelona - o rival Atlético de Madri levou a outra.
Nas cinco temporadas em que Zidane brilhou no meio-campo, o desempenho não foi muito diferente: apenas uma Liga dos Campeões e um Espanhol para o currículo.
Curiosamente, a trajetória da única conquista da liga espanhola do craque, na temporada 2002/2003, começou de forma semelhante à atual. Após 18 rodadas, a equipe da capital tinha 37 pontos, mesmo desempenho de agora.
Na ocasião, a surpreendente líder era a Real Sociedad, com três pontos a mais. Hoje, o Atlético está quatro pontos à frente do Real. Entre eles ainda tem o Barcelona, com 39 pontos e um jogo a menos.
No segundo turno, Real Madrid e Sociedad brigaram rodada a rodada pela ponta, e os merengues acabaram o campeonato com dois pontos de vantagem (78 a 76). Os atuais adversários de Zidane agora são mais tradicionais. Para repetir o feito que alcançou dentro de campo, ele terá que superar Messi, Neymar e Suárez, além do forte Atlético comandado pelo argentino Diego Simeone.
A primeira parada será neste sábado contra o Deportivo La Coruña, às 17h30, no Santiago Bernabéu. Zidane promete um time ofensivo para voltar a conquistar a exigente torcida madridista.
O Barcelona também joga hoje, às 13 horas, e poderá dormir na ponta se derrotar o Granada, que luta contra o rebaixamento.

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