Colônia - Zico nunca imaginou que um dia a seleção brasileira seria a sua adversária e, pior, em igualdade de condições na disputa de um torneio. Aconteceu. Hoje, em Colônia, o Japão que ele comanda está na mesma situação do Brasil. Quem vencer segue na Copa das Confederações. A seleção ainda se salva com um empate. Zico não queria viver este drama.
E garantiu que vai cantar o hino nacional brasileiro e vibrar com os gols dos japoneses por mais paradoxal que possa ser. ''Aprendi na escola, no Rio, que na hora que o hino toca a gente tem de cantar. Todas as vezes que escuto o nosso hino eu canto. Não vai ser diferente amanhã (hoje). Vou cantar sim o hino do Brasil'', revelou Zico. ''E também comemorar com alegria os gols do Japão, fruto do meu trabalho''.
O inusitado nessa história é a possibilidade de Zico despachar um time que ele aprendeu a amar. Ícone do futebol brasileiro, pode provocar um desastre no seu próprio país. ''Futebol tem disso. A seleção principal do Japão, em cinco jogos, nunca ganhou do Brasil. Se perder, será mais uma. Se vencer, não vai ser uma coisa normal'', contou Zico, ontem, na sala de conferências do Estádio de Colônia. Ele vestia calção, meiões e camisa da seleção japonesa, parecia mais um jogador do que um técnico.
Bom para Parreira que o ex-craque hoje é um treinador. Se fosse o contrário... ''Ficaria mais temeroso se o Zico tivesse que entrar como jogador, ainda bem que ele vai para o jogo como técnico''. (Agência Estado)

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