Curitiba - Campeão da Copa de 1994 ao lado de Romário, Zetti, que já pendurou luvas e chuteiras para virar treinador, destaca a liderança e a perseverança como grandes qualidades do Baixinho. ''O Romário é um jogador que eu admiro muito. Agora mais ainda porque, na idade em que ele está, chegar a este objetivo de vida, profissional principalmente, de conquistar a marca dos mil gols não é nada fácil'', explica o ex-goleiro. Zetti se mostra surpreso também com a condição física do atacante, mesmo aos 41 anos. ''Pela idade dele não é fácil ter o preparo físico que ele tem demonstrado'', complementa.
O treinador do Paraná Clube se tornou mais próximo do artilheiro na Copa dos Estados Unidos, e lembra com bastante alegria do tempo de convivência diária com o Baixinho. ''Quando eu joguei com o Romário foi sensacional, tanto no sentido de grupo quanto na importância dele dentro de campo. Ele chamou a responsabilidade no momento em que era mais preciso, falando que iria trazer o título para a nação brasileira já no embarque, aqui no Brasil ainda. E realmente lá, junto com o Bebeto, o Raí, o Taffarel e todo o grupo, aconteceu aquela campanha excelente que rendeu o título mundial'', lembra Zetti, que se diz muito feliz por ter feito parte daquela equipe, mesmo sem jogar.
Se na Copa era parceiro, em todas as outras oportunidades em que os dois se encontraram o atacante era um perigo para o gol defendido por Zetti. O técnico destaca as características que mais o preocupavam quando enfrentava Romário. ''Ele tem uma leitura muito boa dentro de campo. Em poucos minutos ele entende como o zagueiro atua, percebe suas falhas e joga exatamente neste defeito da zaga, sabendo tirar proveito disso. Porque para chegar a mil gols tem que ter um aproveitamento muito grande'', finaliza, sem esconder sua admiração pelo craque da área. (Luciano Balarotti)

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