Luiz Claudio Oliveira
Enviado da Folha
A Seleção Brasileira viveu ontem um dia de mudanças em Foz do Iguaçu, onde treina para o confronto com a Argentina, domingo, pelas quartas-de-final da Copa América. As mudanças foram no time, que terá três novidades para o jogo de domingo com a Argentina: Flávio Conceição entra no lugar de Vampeta, que está machucado, e o zagueiro João Carlos e o meia Zé Roberto ganharam as posições de Odvan e Alex.
No treinamento de ontem à tarde, Wanderley Luxemburgo surpreendeu os que acompanham a Seleção promovendo as mudanças. A entrada de Flávio Conceição já era esperada, pois disputava a posição com Beto para o lugar de Vampeta. As outras duas é que ninguém previa. João Carlos, 26 anos, zagueiro do Cruzeiro que está sendo negociado com o Corinthians, ganhou o colete de titular depois da boa partida que fez contra o Chile, quando jogou no lugar de Antônio Carlos. Zé Roberto, 25, está jogando no Bayer Leverkusen e vem aproveitando as boas oportunidades que teve na Seleção.
Wanderley Luxemburgo fez um treino tático ontem à tarde no Estádio do ABC, em Foz do Iguaçu. Ele treinou a saída de bola com marcação sob pressão exercida pelo time da Argentina, que joga com três zagueiros, dois alas e faz marcação já em cima da defesa adversária. O técnico quer que os volantes, laterais e meias participem de saída de bola com muita movimentação. Até mesmo Ronaldo voltará para buscar jogo, trazendo um zagueiro na marcação e abrindo espaços para a penetração dos meias e laterais.
Os jogadores brasileiros também treinaram a formação do ataque, já que Rivaldo passará a jogar pela direita e mais avançado, na posição que era de Alex, enquanto Zé Roberto ficará na esquerda, mais atrás, fazendo jogadas com Roberto Carlos. Rivaldo, com isso, ganha mais liberdade para atacar, sem preocupação com a defesa. Por outro lado, terá que jogar mais pelo lado direito, coisa que não gosta de fazer por achar que prejudica seu futebol.
Luxemburgo reservou o final da movimentação para que os jogadores praticassem a cobrança de penalidades máximas. Se o jogo terminar empatado, a decisão será na cobrança de pênaltis, sem que haja prorrogação. Comentando o caso Palermo - o atacante da Argentina que perdeu três pênaltis seguidos no jogo com a Colômbia -, o técnico brasileiro afirmou que a cobrança de penalidade máxima ‘‘exige mais do lado emocional do jogador do que do lado técnico’’. Segundo o técnico, o jogador não desaprende o que sabe na hora do pênalti, ‘‘mas tem que ter cabeça, tranquilidade’’ para executar aquilo que sabe.

mockup