Zé Roberto não aguenta a saudade e volta ao vôlei
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quinta-feira, 03 de maio de 2001
Agência EstadoDe São Paulo 
Saudade das quadras, vocação para ensinar novos atletas e a necessidade de um trabalho de base para a renovação no vôlei brasileiro. Esses foram os principais motivos que fizeram com que o professor José Roberto Guimarães, o único técnico brasileiro que conquistou uma medalha de ouro olímpica com um esporte coletivo, voltasse para a sua modalidade, o vôlei na Olimpíada de 92, em Barcelona. Cada um tem uma missão na vida e acho que Papai do Céu me deu a de ensinar. Esse lado professor falou mais alto. Zé Roberto treinará a equipe feminina do BCN/Osasco e será coordenador técnico dos 14 núcleos de formação de atletas e das categorias pré-mirim ao juvenil.
Conta que começou a pensar em voltar ao vôlei na Olimpíada de Sydney, quando foi à Austrália como comentarista de um canal de televisão. Tive uma quedinha. O vôlei sempre rondou seus pensamentos. Nos dois anos como funcionário da HMTF, administrando o futebol corintiano e cruzeirense, ajudou a elaborar projetos como uma equipe B do Corinthians (de atletas de 21 anos) e a substituição das peneiras no clube por franquias em escolas. Não sei se é uma virtude mas gosto de trabalhos em categorias de base e sociais, disse o treinador, que mostrou preocupação com a falta de novas caras no vôlei. Estava vendo o ranking das atletas para a formação do time e me surpreendi com a idade das atletas. Trabalhei com muitas delas na seleção juvenil em 1991, no Mundial da Tchecoslováquia.
Zé Roberto disse que vai trabalhar principalmente as duas levantadoras do time, Carol e Marcelle.
Depois da transferência de Nalbert, do italiano Macerata para o japonês Panassonic, mais um brasileiro atuará no Japão: Anderson Rodrigues, ex-Ulbra, de Canoas, o maior pontuador da Superliga, na Nec de Tóquio.


