Saudade das quadras, vocação para ‘‘ensinar’’ novos atletas e a necessidade de um trabalho de base para a renovação no vôlei brasileiro. Esses foram os principais motivos que fizeram com que o ‘‘professor’’ José Roberto Guimarães, o único técnico brasileiro que conquistou uma medalha de ouro olímpica com um esporte coletivo, voltasse ‘‘para a sua modalidade’’, o vôlei na Olimpíada de 92, em Barcelona. ‘‘Cada um tem uma missão na vida e acho que Papai do Céu me deu a de ensinar. Esse lado professor falou mais alto.’’ Zé Roberto treinará a equipe feminina do BCN/Osasco e será coordenador técnico dos 14 núcleos de formação de atletas e das categorias pré-mirim ao juvenil.
Conta que começou a pensar em voltar ao vôlei na Olimpíada de Sydney, quando foi à Austrália como comentarista de um canal de televisão. ‘‘Tive uma quedinha.’’ O vôlei sempre rondou seus pensamentos. Nos dois anos como funcionário da HMTF, administrando o futebol corintiano e cruzeirense, ajudou a elaborar projetos como uma equipe B do Corinthians (de atletas de 21 anos) e a substituição das peneiras no clube por franquias em escolas. ‘‘Não sei se é uma virtude mas gosto de trabalhos em categorias de base e sociais’’, disse o treinador, que mostrou preocupação com a falta de ‘‘novas caras’’ no vôlei. ‘‘Estava vendo o ranking das atletas para a formação do time e me surpreendi com a idade das atletas. Trabalhei com muitas delas na seleção juvenil em 1991, no Mundial da Tchecoslováquia.’’
Zé Roberto disse que vai ‘‘trabalhar’’ principalmente as duas levantadoras do time, Carol e Marcelle. ’’
Depois da transferência de Nalbert, do italiano Macerata para o japonês Panassonic, mais um brasileiro atuará no Japão: Anderson Rodrigues, ex-Ulbra, de Canoas, o maior pontuador da Superliga, na Nec de Tóquio.

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