São Paulo - O técnico José Roberto Guimarães minimizou o mau resultado obtido pela seleção brasileira feminina de vôlei no Grand Prix, ao desembarcar em São Paulo, na volta ao Brasil depois de competir na Ásia. A equipe, que já venceu o torneio seis vezes, terminou a disputa deste ano em um modesto quinto lugar, sendo que perdeu os quatro últimos jogos que fez.
Segundo Zé Roberto, o Grand Prix foi importante para dar experiência às jovens atletas convocadas para a seleção, como Thaísa, Joycinha e Fabíola. ''Fizemos um teste. Não fomos com o time completo, mas com um grupo para testar, assim como outros adversários'', afirmou o treinador brasileiro. ''E foi muito importante para esse grupo de jogadoras atuar em um Grand Prix. São atletas do futuro da seleção brasileira.''
Além disso, Zé Roberto optou por não levar atletas experientes ao Grand Prix disputado na Ásia, como Fofão e Walewska. ''É também uma questão de planejamento. Elas precisavam descansar se eu quisesse contar com elas para a Copa do Mundo (que define vagas para a Olimpíada de Pequim e acontece em novembro, no Japão)'', justificou o técnico.
Zé Roberto disse que é preciso ressaltar que as outras seleções também fizeram bons trabalhos no Grand Prix. O maior exemplo foi a campeã Holanda, que quase não se classificou para a fase final do torneio e acabou saindo com o título. ''Cuba, por exemplo, ganhou o Pan e nem ficou entre as seis. A Rússia, atual campeã mundial, terminou em quarto lugar'', lembrou.
Agora, Zé Roberto já começa a pensar no Campeonato Sul-Americano, que começa no dia 17 de setembro, no Chile. As jogadoras da seleção se reapresentam na terça-feira, em Saquarema (RJ), e o técnico deverá contar, inclusive, com Jaqueline. ''A suspensão dela (por doping) termina no dia 13. Ela já está treinando em São Paulo, junto com a Fofão e a Walewska, e deve jogar'', contou o treinador.

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