São Paulo - A pouco menos de três anos para o início da Olimpíada de 2016, o técnico da seleção brasileira feminina de vôlei, José Roberto Guimarães, não consegue tirar da cabeça os Jogos do Rio de Janeiro.
Até por isso, o técnico não sabe se continuará no comando do Campinas na próxima temporada da Superliga feminina. "Eu acordo, como, venho para o treino, mas não deixo em nenhum momento de pensar em como a seleção vai chegar lá (em 2016)", conta.
O foco nos Jogos Olímpicos é tão grande que mesmo outras competições acabam perdendo a atenção do treinador. "As pessoas me cobram porque eu não falo muito sobre o Mundial (de 2014, na Itália). O Mundial me preocupa, mas não é ‘o’ campeonato. Na escala, a Olimpíada é o primeiro. E, por ser no Brasil, eu estou muito mais focado", afirma.
Zé Roberto sabe da cobrança que terá em 2016. Sua responsabilidade será repetir em casa o sucesso nos jogos de Pequim-2008 e Londres-2012, quando o Brasil conquistou a medalha de ouro.
Apesar de pensar em se dedicar mais à seleção, o treinador ainda não definiu o seu futuro. "Eu não conversei ainda com o pessoal do clube e da seleção. Tenho que amadurecer melhor essa ideia", afirma o treinador, que tem contrato com o time de Campinas até o fim da temporada.
No último ciclo olímpico, Zé Roberto aproveitou as passagens por Itália e Turquia para aumentar seu conhecimento sobre as jogadoras que atuavam na Europa.
O próximo compromisso com a seleção brasileira será a Copa dos Campeões, que será disputada em novembro, no Japão, e reúne os vencedores dos principais torneios continentais.

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