Atenas - O técnico José Roberto Guimarães confirmou ontem a meio-de-rede Mari como titular para os jogos da seleção brasileira em Atenas. A jogadora atuará ao lado de Fernanda Venturini, Virna, Érika, Valeskinha e Walewska já no primeiro jogo, contra o Japão, no próximo sábado.
''Pra mim ela sempre foi titular. Eu nunca tive dúvida'', relata o treinador, campeão olímpico com a seleção masculina nos Jogos de Barcelona, em 92. O técnico Bernardinho, da seleção masculina, concorda. ''A Mari chegou para ser titular.''
''Sinto-me lisonjeada em ouvir isso de dois técnicos desse porte, mas acho que não é assim. Se tiver alguém melhor que eu, merece jogar'', diz a atleta, que passou grande parte de sua vida entre as cidades de Londrina e Rolândia.
Segundo a jogadora, tudo tem acontecido muito rápido na sua carreira e ainda não deu tempo para pensar o que representa tudo isso. ''Ainda estou tentando acompanhar essa correria. Só me dizem foi convocada, se apresenta tal dia e vou seguindo às ordens'', brinca.
Para ela, o fato de estar na Olimpíada em sua primeira convocação para a seleção brasileira, é mais do que a realização de um sonho. ''Ainda não caiu a ficha. Tudo aqui é muito diferente. Não existe nenhum campeonato parecido. É melhor que nem caia mesmo. Prefiro jogar mais solta, se cair antes, é perigoso eu sentir o peso da responsabilidade de estar aqui'', diz a jogadora.
A londrinense Elisângela, que chegou a ser titular nos Jogos Olímpicos de Sydney em 2000, desta vez vai começar no banco. ''A gente tem um conjunto de 12 jogadoras e todas são importantes. Acho que eu, a Mari, a Bia, independente de quem vai estar jogando na posição, as outras estarão dando a maior força. No jogo que precisar eu entro e no jogo que a Mari estiver melhor, vou bater palmas pra ela'', diz.

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